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Editorial

A decisão do Instituto Politécnico de Bragança de avançar formalmente com a proposta de transformação em universidade constitui um momento de particular significado para o ensino superior português e, sobretudo, para o futuro do Nordeste Transmontano.

A decisão do Instituto Politécnico de Bragança de avançar formalmente com a proposta de transformação em universidade constitui um momento de particular significado para o ensino superior português e, sobretudo, para o futuro do Nordeste Transmontano.

A decisão do Instituto Politécnico de Bragança de avançar formalmente com a proposta de transformação em universidade constitui um momento de particular significado para o ensino superior português e, sobretudo, para o futuro do Nordeste Transmontano.

O caso dos 335 milhões de euros de impostos alegadamente devidos pela venda das barragens transmontanas não se trata de retórica municipalista, mas de uma questão elementar de cumprimento da lei e de respeito por territórios que durante décadas foram chamados a produzir energia

A política partidária vive de ciclos, de equilíbrios delicados e de narrativas que, por vezes, colidem num curto espaço de tempo.

A situação vivida na Comarca de Bragança não é apenas mais um episódio de carência administrativa no interior do país, é um sintoma eloquente de um Estado que proclama coesão territorial, mas pratica centralização funcional.

Na Unidade Local de Saúde do Nordeste, o Serviço Nacional de Saúde mantém-se de pé não por virtude da política seguida, mas apesar dela.

A deslocação do ministro da Agricultura a Bragança, no passado sábado, ficou marcada por um anúncio de peso político e financeiro, um programa de 30 milhões de euros destinado ao apoio à pastorícia extensiva.

Portugal entra num momento raro e exigente da sua vida democrática. Pela segunda vez desde o 25 de Abril, os eleitores são chamados a decidir o Presidente da República numa segunda volta, marcada para 8 de fevereiro.

No silêncio agreste do Planalto Mirandês, onde o amanhecer, nesta altura, costuma trazer apenas o som do vento a varrer a terra, instalou-se, nos últimos tempos, um ruído diferente. O da inquietação.

Aqui, no Nordeste Transmontano, o tempo não se mede apenas em datas, mede-se em rituais, em gestos repetidos, em máscaras que regressam ao rosto e devolvem sentido às comunidades.

O ano que agora se fecha ficará registado, no Nordeste Transmontano, como um tempo de acertos de contas com o passado e de interrogações sobre o futuro.