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Editorial

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Chegámos ao tudo por tudo da campanha eleitoral. Estamos naquele momento em que só falta ouvir “vamos curvar as rectas e desfazer as curvas”. 

Na saga das Autárquicas 2021, no editorial da semana passada escrevi: “agora será que vamos ter direito à visita de Rui Rio? Para sabermos se há compromissos sérios assumidos pelo maior partido da oposição ao actual poder. Aguardaremos então para saber se fomos incluídos nessa agenda”. 

Era uma vez dois amigos que se encontraram casualmente e diz um para o outro: - Ou, onde vais? Ao que outro responde: - Não sei e tu? E este diz: - Eu também não sei, mas vamos rápido para não chegarmos atrasados!

Não foi o destino que nos trouxe até à condição a que chegámos no Nordeste Transmontano.

Começou o Inverno, depois de longos meses de desgraças que nos secaram a confiança e nos deixaram de frente com a crueza da vida efémera, contingente, desamparada, apesar da ciência, da técnica, da economia sofisticada, da política que promete paraísos, do amor que nos tapa as misérias.

Ninguém queria acreditar no que dizia um ministro desta república em conferência de imprensa, após uma reunião do Conselho de Ministros, na tarde da passada quinta-feira.

Na campanha para as eleições autárquicas de 2017 a então candidata e actual presidente do município de Mirandela assumiu publicamente que a recuperação do complexo do Cachão era uma prioridade para o seu mandato.

Custa-nos a acreditar no que temos presenciado depois das eleições nos Estados Unidos da América.

Precisamos todos de coragem, cabeça fria, paciência, compreensão relativamente aos outros e capacidade de adaptação a estes tempos povoados de dúvidas, inconsistências, angústias, miséria que sempre marcou a condição humana, apesar dos presumidos que vão fingindo alegrias infindas, que culminam e

Estamos a viver uma situação limite, impensável para quem cresceu no último século e se habituou a acreditar num mundo em permanente progresso, a caminho de vidas gratificantes, longe das misérias que a memória histórica registou.

Foram quatro anos difíceis de engolir para os que acreditam que a democracia é o destino político da humanidade, apesar das dificuldades em cada século, de cada década, de cada dia, num mundo que não se muda com passes de magia, apesar das aparências que nos distraem das obrigações da cidadania.

O desânimo está quase a tomar conta de nós, que não suspeitávamos do ronco das bestas do apocalipse e até enchemos o peito dos ares do Verão, depois da Primavera passada, fértil em dores e ansiedades, mas com porta aberta para a esperança, rainha de todas as ilusões que nos sorriem, matreiras, en