Editorial

A povoação de Izeda, que chegou a ser efémera sede de concelho no século XIX, foi reconhecida como vila há alguns anos, condição que de pouco lhe tem valido, apesar das esperanças que os seus naturais acalentaram.

Nas democracias a sério o acesso de todos os cidadãos à escola é um direito inalienável, garantido pelo Estado, recorrendo a todos os meios de que dispõe, materiais, humanos, jurídicos ou policiais.

Em pleno frenesim dos resultados das colocações de estudantes no ensino superior, as agora boas estradas do país encheram-se de viajantes, pastinhas transparentes com sete ou oito papéis, a caminho dos serviços académicos espalhados pelo país.

O semanário “Expresso” marcou o fim-de-semana com uma entrevista ao presidente do município de Lisboa, nascido e criado no Porto, Fernando Medina, jovem que iniciou fulgurante carreira no aparelho do PS quando Guterres exercia o mandato como primeiro ministro.

O Jornal Nordeste publica-se continuamente há 25 anos, depois de Fernando Subtil, personalidade memorável de Bragança, ter recuperado o título que saiu do prelo pela primeira em 1888, já lá vão 130 anos.

Na ânsia de dar vida às regiões periféricas, vão-se cavando motivos de atracção, porque se acredita que as particularidades podem trazer curiosos, investigadores ou simples turistas, divertidos e disponíveis para experiências que nunca lhes passaram pela cabeça.

Há mais de meio século um menino de dez anos chegou, em Agosto, a Bragança para mês e meio de férias, vindo da tropical Angola, terra de prosperidade anunciada.

A humanidade foi possível apesar da natureza, que continua a determinar as pulsões planetárias, reflexo de forças cósmicas que vamos compreendendo, mas estamos muito longe de condicionar, nem sequer de prever.

De passagem por Bragança, turista acidental levará, certamente, memória de uma cidade de dimensões modestas, com sinais de envelhecimento das gentes, logo de futuro breve, mas com um percurso secular longe da insignificância.

Não faltam notícias animadoras sobre este país pitoresco que, há bem pouco tempo, parecia condenado a um calvário de décadas, preço imposto por desmandos na gestão da dívida pública, uma fartura para leirões instalados à boca dos cofres, a chiar de satisfação até que chegaram as vassouradas de qu

Uma das maiores conquistas da humanidade nos séculos XIX e XX foi a construção de um conhecimento histórico, cientificamente conduzido, que permite observar com racionalidade o devir das comunidades, das culturas, das civilizações, da humanidade, essa estrutura profunda, que parece imutável, mas

Manhã de sexta, ao balcão de pagamentos da repartição de finanças de Bragança, uma mulher para lá dos setenta, aura de menina de toda a vida, esbelta, suave, de um fulgor discreto e voz serena, pergunta à funcionária se ainda terá tempo de se deslocar a outros serviços para deixar resolvida a que