Editorial

No nosso hemisfério o mês de Setembro ainda é tempo de festa, de fartura de frutos que perfumam os ares e nos concedem instantes de eternidade, quando lhes mordemos a polpa e de promessas de vinho novo, esse néctar que as olímpicas criaturas nos revelaram, valorizando a liberdade e autonomia, que

A festa foi grande no aeródromo de Bragança, no domingo. Milhares estiveram de nariz no ar, seguindo evoluções, acrobacias e até ousadias de pilotos e máquinas, num dia em que o sol mordia a pele, mesmo dos mais favorecidos pela melanina.

No declínio do verão instala-se uma agonia perturbante, uma quase vontade de vomitar, perante o que é um espectáculo de mediocridade, mesmo  de pimbalhice no que respeita à generalidade dos serviços de informação dos órgãos de comunicação social.

Em tempos propícios a equívocos, vale a pena lembrar que a cidadania é um conceito fundamental que a civilização foi construindo desde os primeiros agregados urbanos, já lá vão mais de sete mil anos.

As noites ainda vão cálidas, neste verão, que não deixou créditos por mãos alheias no que respeita a calor e a fogo, tornando o país num braseiro, com direito a observação a partir do espaço, onde se multiplicam janelas sobre nós próprios e sobre o que vamos fazendo co

Quem chegar hoje ao castelo de Bragança pode ficar com a sensação de que aquele exemplar único da arquitectura militar, um dos mais belos castelos do país, está em risco de derrocada, o que seria o sétimo selo do nosso destino.O turismo é sempre apresentado como um sec

Agosto ainda é celebrado como tempo das alegrias do retorno às origens de largos milhares de transmontanos. Há três, quatro décadas as aldeias, soturnas e já então cabisbaixas, enchiam-se de cor e som, as tascas iam passando a cafés manhosos e as festas foram sendo reprogramadas para o oitavo mês, originando uma fartura inaudita de todos os prazeres da mesa, dias a fio, quase até rebentar. Choviam francos e marcos.
 

A eleição de Costa Andrade, um transmontano de Carção, para presidir ao Tribunal Constitucional é um facto que contribui para encararmos o futuro com algum optimismo.

Daqui a 50 anos, se for consultado um arquivo digital “super fancy”, da memória do meado de julho de 2016, quem estiver em frente ao écran, se é que ainda haverá écrans…, passará como cão por vinha vindimada (tentação retro, esta de falar em provérbios) por uma nota obscura sobre perspectivas de

Há um em Paris, mas os 23 magníficos não passaram lá. Os romanos construíam-nos, há mais de dois mil anos, para assinalar grandes feitos dos seus pretores, um pouco por toda a bacia do mare nostrum, como chamavam ao Mediterrâneo.

As presidências abertas de Mário Soares, já lá vão trinta anos, têm sido replicadas pelos sucessores, embora com a atribuição de designações derivadas, mais ou menos criativas. Do que temos observado a ideia base é a mesma.

Há quatro séculos que a humanidade vê crescer, a partir da Grã-Bretanha, uma influência política e económica que atingiu, talvez, a condição de maior império conhecido.