Tio João

Várias maneiras de fazer marmelada

Olá gente boa e amiga!

“Se o Inverno não erra caminho tê-lo-emos pelo

S. Martinho”; “Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho”; “O Verão de

S. Martinho são três dias e mais um bocadinho”;

“No dia de S. Martinho, lume castanhas e vinho”. Estes são alguns dos ditos populares referentes ao

S. Martinho, celebrado no Domingo passado, dia 11. A última vez que tinha calhado num Domingo foi em 2012 e a próxima vez só acontecerá em 2029.

Oxalá que todos os leitores possam estar cá nessa data.

Novembro, mês das almas

Olá gente boa e amiga. Como estão? Nós cá continuamos na arte de envelhecermos juntos.

O tio Alcino dançarino

Olá familiazinha, vamos de novo falar para o nosso povo. Cada vez que me lembro que já são 29 anos de Família do Tio João, casados no passado dia 29 de Outubro, segunda-feira, e que começámos numa simples brincadeira, sem sequer imaginarmos no que iria dar e agora é uma coisa muito séria. Se quando começámos era uma incógnita, passados 29 anos é uma grande certeza, porque fazemos parte da vida de muita gente que não tem consigo a família. Todos os dias, tenho cada vez mais vontade que sejam as 6:00 horas da manhã para estar ao serviço do povo. Uma palavra de agradecimento a todos aqueles que há já 29 anos têm a pachorra de me terem em suas casas. No passado fim-de-semana, desde sexta a Domingo, tivemos mais uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Lurdes, em França. Recordo que este foi exactamente o destino da primeira das 273 viagens que já fizemos ao longo destes anos. Ao todo, já levámos mais de 1500 pessoas a Lurdes, uma vez com seis autocarros, várias vezes com dois e três e desta vez com um. Este ano tivemos a sorte de ter calhado no mesmo dia da peregrinação do exército francês a Lurdes e de termos visitado Cauterets e o alto dos Pirinéus. O nosso jornal está a comemorar as Bodas de Prata da sua existência. A página do Tio João começou há cerca de 20 anos e foi editada durante um ano e meio, tendo tido um interregno de 15 anos, retomando a publicação contínua há cerca de 3 anos a esta parte. Desejamos que a nossa página continue a fazer parte deste jornal nos próximos 25 anos. A última semana foi uma daquelas em que o nosso “ministro dos parabéns” menos cantou, porque houve pouca gente a fazer anos. Mesmo assim estiveram de parabéns a Patrícia Mendes (29), de Lagoas (Valpaços), que nasceu no mesmo dia do programa; os filhos da tia Denérida, de S. Julião (Bragança), a Maria Luísa (43) e o João Luís (41), que fazem anos no mesmo dia; a tia Donzília, de Casas da Estrada (Alijó) e a Eugénia Moreira (50), de Oleirinhos (Bragança). A todos desejo saúde e paz, que o resto a gente faz. Deixo-vos com o tio Alcino Dançarino, que tão solicitado é nas nossas festas para dançar, coisa a que ele nunca se nega, não parando do princípio ao fim. Vamos então conhecer melhor o nosso tio dançarino.

Magustão da Família do Tio João (pelo sexto ano consecutivo na RuralCastanea, em Vinhais)

Olá ilustres leitores da nossa página.

Já se lavaram os cestos, por conseguinte as vindimas já estão findas. O vinho, esse, já ferve nas pipas ou nas cubas, pois já muita gente da nossa região utiliza cubas de inox, embora ainda haja quem continue a preferir as tradicionais pipas. Estamos, portanto, na altura de fazer a água-ardente, aproveitando bem o lume do pote para assar as sardinhas e as batatas no borralho. Também já há quem ande de volta das sementeiras, mas do que todos estão à espera é das castanhas que, com a ajuda da ‘ponta de uma unha’ do furacão Leslie, começaram a cair a conta-gotas, obrigando a deslocações diárias aos soutos para ver como está o “pinga, pinga”.

Quero deixar aqui um alerta aos nossos tractoristas porque os acidentes não acontecem só aos outros. Não facilitem e utilizem sempre o arco de Santo António porque ficam mais protegidos.

No dia 17 de Outubro, a Rádio Brigantia festejou 32 anos, com uma emissão especial, em directo do Café Lisboa, em Bragança, que serviu também para eu recordar o meu baptismo em rádio, pois nunca me passaria pela cabeça vir a fazer da rádio a minha vida. De início comecei como moço de recados, mas em breve já estava a fazer um programa na rádio, de discos pedidos, com o nome de Clube FM, onde me tornei conhecido como Amândio Lopes, o único animador gago da rádio em Portugal.

No nosso programa o que é anunciado nunca passa despercebido. A dar razão ao que digo e ao provérbio “quem tem tenda que a atenda, senão que a venda”, o tio Alcino, de Alfaião, que já não se sente com forças para continuar a pastorear as suas ovelhas, pediu-me para divulgar que tinha 100 ovelhas para vender e se há quem queira vender, também há sempre quem queira comprar. Isto é serviço de utilidade pública.

De parabéns estiveram Felisberto (70), de Zebras (Valpaços); os irmãos Rui (43) e Rogério (41), filhos da tia Dalma Reis, de Bragança; Carlos Alberto (29), de Rio Frio (Bragança); Delmino Ferreira (55), de Grijó (Bragança); Ludovina (63), de Outeiro (Bragança) e Júlio Meirinhos (61), de Grijó (Bragança).

Que para o ano lhes continuemos a festejar a vida.

E agora vamos ao Magustão!...

Tremoços: o marisco dos pobres

Adoro fazer rádio que mexa com as pessoas. Todo o mundo estava à espera da tão desejada chuva. Na madrugada da passada quinta-feira ela apareceu e eu consegui que muita gente se levantasse da cama para a ir ver à janela, abrindo o programa desta forma: “Família vai à janela / e o que vais lá ver / dá lá uma espreitadela / e vê se está a chover.”

Feijões de metro e batatas de quilo

Olá gente boa e amiga! No passado fim-de-semana tivemos a primeira geada do Outono. Segundo o tio Queiroz, de Mal Partida (Almeida – Guarda), agora já temos mais um cobertor na cama. As folhas já começam a cair, que o digam os nossos ouvintes do clube dos auriculares, os ministros da limpeza das nossas localidades, porque já começou a época da ‘encadernação’. A minha cidade de Bragança tem muito mais vida. Temos mais estudantes do que nunca e de muitas origens diferentes, de Portugal e do estrangeiro. Muitos deles são meus companheiros de rua, porque a partir das 4:30 da manhã, quando venho fazer o programa, encontro os doutores de capa a comandar os pelotões de caloiros a serem praxados. Numa destas madrugadas, para meu espanto, fui reconhecido por alguém de um desses pelotões que começou a cantarolar “bom dia Tio João, amigo do coração” e todos repetiram em voz alta. Senti-me envergonhado e um pouco assustado e por isso me retraí. Depois de pensar melhor, agradeci-lhes com um aceno de mão, mas fiquei triste de não ter ido pessoalmente agradecer e saber de que curso eram.

A festa das vindimas nas Aguieiras

A freguesia do concelho de Mirandela integra as aldeias de Pádua Freixo, Casario,

Estrada, Fonte Maria Gins, Soutilha, Corriça, Chairos, Aguieira e Cimo de Vila

Caminhantes devotos de Sta. Rita

Olá ilustre familiazinha, como vamos?

 

Estamos às portas do outono mas ainda em pleno verão, pois as temperaturas rondam os trinta gaus. Como nos disse a tia Neves, de Nuzedo de Baixo, Vinhais, “ já andamos estornicados com o sol”.

Já cheira a vindimas embora estejam atrasadas em relação ao ano anterior. Além das regas há quem ocupe o tempo à procura de silvas com amoras, por isso a tia Denérida, de Palácios  (São Julião), disse-nos” que em Palácios as carvalheiras e em Babe os freixos até dão moras”.  Assim sendo sempre entra um dinheirinho extra.

Na passada sexta-feira, dia 13, esteve de parabéns o senhor meu pai, que chegou aos quatro vintes, por isso já chegou, como nós dizemos na nossa família, professor doutor catedrático da universidade da vida. Cada vez que me lembro: quando era pequeno era conhecido como o filho do professor Sernadela, agora ele é conhecido pelo pai do tio João.  Quem também esteve de parabéns nos últimos dias foi Inocência Ala, de Rio Frio, 104 anos, Domingos Castro 56, Seara Velha (Chaves), o Duarte Pastor, 37, de Prado Gatão, Miranda do Douro, os gémeos Mónica e Miguel Ferreira, 37, de Genísio, Miranda do douro, Leonel Farroquinho, 42, de Coelhoso, emigrado em França, António Pimentel, 63, de Rebordelo, Manuel Preto, 74, de Alfaião, José Manuel, 50, de Valverde, Bragança. Muitos parabéns a todos, e como diz a tia Irene Hostettler, que nos liga de Zurique, Suíça, “ desejo saúde em paz que o resto a gente faz”.

E agora vamos à Santa Rita a pé…

A Senhora é a mesma, o nome é que é diferente

Olá gente boa e amiga!

Durante cinco dias queimei os últimos cartuchos de férias deste ano.

Sou transmontano, mas sou um apaixonado pela região do Minho e nos últimos anos tenho visitado essa região regularmente. Desta vez comecei por Vila Nova de Cerveira, onde estive no Áqua Museu do Lima e no seu belíssimo parque. Depois tive a sorte de estar a decorrer a Bienal de Cerveira, onde pude consolar os olhos em estátuas, animais, flores e casas totalmente decoradas com rendas e tricôs, feitas por cada freguesia do concelho.

Ao chegar ao hotel em Darque (Viana do Castelo), fui surpreendido com a frase “é de Bragança. É o Tio João!”. Era gente da nossa terra, nomeadamente de Izeda, Serapicos (Bragança), Argozelo (Vimioso) e Talhas (Macedo de Cavaleiros). Nesse dia o hotel foi todo nosso. Também aproveitei o tempo para visitar a Póvoa do Varzim e, por fim, fiquei muito surpreendido com a cidade de Esposende, onde para o ano tenho intenção de voltar de férias, porque o meu João André disse que a piscina de ondas estava à nossa espera.

Regressei ao trabalho no dia 10 para iniciar um novo ano lectivo 2018/19 na universidade da vida da Família do Tio João. Durante o meu período de férias, mais uma vez, foi o tio Rui que me substituiu. Segundo ele no sábado, dia 8, foi o programa mais completo e mais participado de todos os que já fez, pois os tios deram um verdadeiro sentido à palavra “maior família do mundo”, com as suas participações com músicas, cânticos e versos à Senhora da Serra, Senhora do Naso e Senhora dos Remédios.

No que diz respeito à agricultura, a tia Austelina, da zona da Vilariça, disse-me que já há muitos dias anda nas vindimas. Em quase todas as terras as batatas já estão arrecadadas. Também muitas localidades ficaram com água na boca ao saberem que na zona de Bragança, Vimioso e Miranda do Douro choveu ininterruptamente durante quatro horas no dia 8, dia de Nossa Senhora da Serra.

Estiveram de parabéns nos últimos dias o tio Alcino Silva (75), de Vinhais; a tia Leonor (74), de Souto da Velha (Torre de Moncorvo) e o tio José Manuel (71), de Constantim (Miranda do Douro). Muitas felicidades com saúde e anos de vida.

 

Nossa Senhora da Serra (Bragança)

A natividade de Nossa Senhora é festejada durante nove dias no alto da Serra de Nogueira. Segundo os romeiros, este foi o ano mais participado de sempre.

De salientar que o primeiro dia da novena foi enriquecido pelos Bombeiros Voluntários de Bragança, que receberam o andor da Santa Madre Teresa de Calcutá. Todos os dias durante a novena, a igreja e o recinto envolvente estiveram à pinha. Para isso também contribuiu a presença do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que esteve a presidir à santa missa no dia principal da festa. Este ano, como calhou sábado, a festa foi mais prolongada porque as pessoas só foram embora à noite.

 

N.ª Senhora do Naso – Póvoa (Miranda do Douro)

A rainha dos mirandeses, a Senhora do Naso, também tem direito a novena e festa rija, pois é uma festa/feira e romaria internacional, porque tem a presença de muitos fiéis devotos da vizinha Espanha. Segundo me contou a tia Aurorinha da Póvoa (Miranda do Douro), além da novena diária realizada na aldeia, ainda se mantém a tradição de um grupo de pessoas que durante os nove dias fazem procissão da aldeia ao santuário a rezar o terço, às 6 horas da manhã.

O recinto do santuário também é ponto de encontro e reencontro de visitantes, que aproveitam as suas sombras para saborear as merendas.

 

N.ª Senhora dos Remédios – Tuizelo (Vinhais)

Os vinhaenses continuam a ter muita fé na Senhora dos Remédios, como mais um ano ficou bem patente durante os nove dias de novena, pelo número de pessoas que foram pagar as suas promessas, porque nos momentos difíceis da vida se entregam à Senhora dos Remédios. Para quem tem fé, é o remédio para todos os males.

Nesta romaria é de realçar a procissão de velas, realizada na noite de véspera da festa.

Quem nunca participou nesta peregrinação, não tem a ideia da grandeza dos andores, pois são contratados os melhores andoreiros para os enfeitar.

O número de devotos tem vindo a aumentar nos últimos anos na romaria de Tuizelo.