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Nova Escola Superior de Saúde do IPB está para breve e conta já com a aprovação do Governo

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Ter, 18/03/2025 - 11:01


Inicialmente inaugurada para acolher cerca de 300 estudantes, a Escola Superior de Saúde já não consegue receber todos os alunos que ingressam, levando muitos a serem distribuídos pelos restantes polos do IPB

O doce sabor da vitória

“Vá, se comeres primeiro uma nata, depois compro-te um chupa-chupa”. A conversa pode não ter chegado à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, mas chegou até mim, que naquela terça-feira casualmente estava ali ao lado na cafetaria, na minha vida. Uma avó, vou deduzir, dirigia-se ao neto. Era um puto loirinho com uns 3 anos. Quando dei pela presença dele, estava já com as mãozinhas coladas à montra de vidro, a ajudar a vista. Sorri. Ingerir duas vezes seguidas açúcar refinado seria para a Tânia daquela idade uma situação de vitória- -vitória. Não vi ali algo que fosse mau, uma perda-vitória, para compensação feita à base de guloseimas, sendo que as duas opções eram lambarices. “É n’instante que a comes [à nata, ou pastel de natal, dependendo da zona do país onde estejam a ler isto]”, insistiu a avó. Pois é, assenti eu, na minha cabeça. O bolo não é assim tão grande. Dei por mim a mirar também os produtos disponíveis, à procura daquilo que faria a Tânia-criança perder as estribeiras, que seria o meu bolinho de arroz, ainda hoje um pináculo da criação da doçaria para as minhas papilas gustativas, ou um queque de laranja. E olhem que isso só acontecia em dias assinalados, em que antes das 11 da matina podia saltar o pão e o leite! Lá estavam eles, mas com a minha idade acho que já nem seria adequado este suborno à mesa, principalmente sendo eu a pagar a conta. Ainda se colocou ao loirinho a opção dos salgados, com uma espécie de lanche em caracol, recheado com chouriço e queijo. Igualmente declinada. A interacção acabou com a senhora avó a transmitir ao balcão que o pequeno, afinal, não queria nada. Eu mandei vir um descafeinado. Triste. Ficámos os dois, o menino e eu, sem embutir doces e/ ou gorduras hidrogenadas. Talvez seja difícil convencer o petiz a comer seja o que for, e vá daí a família estrategista, a experimentar de tudo, até aquilo, provavelmente reprovado por pediatras e nutricionistas. Certo é que, perante uma panóplia de oportunidades, o teimoso do garoto escolheu ficar na mesma. Levou a dele avante e preferiu ir-se embora sem nada do que ceder a chantagens. Lambiscar um chupa-chupa não valeu para quebrar e comer outra coisa que não queria. Portanto, apesar de tudo, daquele duelo que teve direito a plateia, saiu um palmo de gente vitorioso. O mais novo foi a saltitar à frente da avó, a saborear o doce da vitória de ter feito o que bem lhe deu na gana. Esta crónica não é sobre chupas nem sobre bolos.

UMA RAPARIGA SEM PRETENDENTES

Nem todas as raparigas bonitas têm pretendentes e nem todas se casam. Por isso mesmo muitas permanecem solteiras a vida inteira e morrem sem que ninguém as olhasse com olhos de ver. Mas há algumas que sendo menos bonitas, sempre conseguem ter pretendentes, casar e deixar descendentes. Enfim. Há, contudo, uma que ninguém quer. É uma rapariga airosa, sábia, atrevida e que poderia ser cobiçada por muitos, mas na verdade ninguém a quer. Independentemente do nome que as raparigas possam ter ou do nome se adaptar ou não à cara laroca da sua aparência, o certo é que isso tem conotação diferente. A rapariga chama-se culpa. Poderia ser um nome como qualquer outro, mas é tão intenso que ninguém o deseja ter ao seu lado, mesmo que o possível companheiro se pudesse habituar à sua companhia. Não, definitivamente. São poucos os que admitem ter por companheira essa rapariga. Infelizmente, ou não, ainda há quem admita ter por companheira essa carinha laroca. Há gostos para tudo. A recente aventura vivida nos meandros da política portuguesa e que levou à dissolução da Assembleia da República, teve por base, além da desconfiança, a não aceitação do casamento com essa rapariga tão carismática. Depois de esgrimidos os argumentos tendentes a justificar o possível casamento com um dos dois pretendentes, nenhum deles a quis aceitar e o casamento ficou adiado. Outras núpcias! No início, a rapariga andava por aí, passeando pelos corredores da política, deambulando pelas vielas da desconfiança e da suspeição, procurando noivo jeitoso, fiel e atencioso, mas nada encontrava. Eis senão quando ao virar da esquina se deparou com dois ou talvez três possíveis pretendentes. Ficou indecisa e esperou para ouvir o que tinham a oferecer cada um deles. Não tinham muito que dar em dote, mas, mesmo assim aguardou. Travaram-se de razões os dois, mas nenhum quis assumir a rapariga como parceira para a vida. Nada disso. A culpa que ficasse solteira. A contenda teve de ser resolvida pelas instâncias superiores e assim, o juiz decidiu que não haveria casamento possível e que deveriam todos fazer um exame introspetivo profundo durante dois meses. Assim disse e assim ficou escrito. Caberia ao povo decidir se algum deveria ficar com a culpa ou não. Mas o povo não poderá ajuizar tão levemente. E a culpa pouco poderá dizer em seu favor. Agora, em tempo de discussão política, os dois contendores, irão exibir os seus dotes para prendar ou não, essa rapariga airosa que afinal ninguém pretende. É, no entanto, contrário ao normal, a exibição dos dotes perante a culpa. Ela não quer dotes, quer injurias. Ela quer perjúrios. O seu pretendente deve exibir o lado mais negro do seu temperamento para que ela fique suficientemente satisfeita. Ela não quer um pretendente bem- -comportado. Pelo contrário. Isto torna mais difícil o casamento. Ela, além de exigente, é perseverante. Desconfiando um do outro, os dois pretendentes à culpa, buscam testemunhas credíveis para justificar as suas atuações. Exibem feitos anteriores que, à partida lhes poderão dar créditos para fugir da rapariga atrevida. Não interessa aproximar- -se, mas afastar-se. Cada vez mais distante, a culpa vê a sua situação cada vez mais difícil. Nem o líder do PS, Nuno Santos a quer por companheira. Do mesmo modo, também Montenegro, líder do PSD, a não pretende. No entanto, todos os partidos a querem dar em casamento a Montenegro que, não pretende casar de novo e muito menos com uma rapariga tão airosa e que lhe poderia causar problemas graves. Nada tem a ver com ela. Nunca andou atrás dela e ninguém pode dizer o contrário. Não há nada que prove tal tendência. Mas, este quer atirá-la para os braços de Nuno que, continua a rejeitá-la apesar de tudo. Coitada da culpa! No meio de tanta incerteza, andam todos a atirar a culpa para os braços uns dos outros. Ela continua a não ter cama onde se deitar. Talvez fique mesmo solteira. É uma guerra desnecessária cuja razão é tão banal como as pretensões da rapariga atrevida que não arrasa com quem casar. Mas poderá ter esperanças, já que esta é a última a morrer. A vontade de Nuno em conseguir provas para casar a culpa, talvez não seja conseguida, mas o PGR vai tentar, pelo menos saber quem tem os argumentos mais válidos para casar com ela. É atraente e airosa, mas mesmo assim não é apetecível para ninguém. Com culpa ou sem ela, o certo é que conseguiu derrubar um governo que fazia o seu trabalho bem feito. Teve esse defeito. Agora vamos esperar pelo veredicto final. Talvez alguém casa com ela.

Miranda do Douro e Casa do Benfica de Alfândega da Fé medem forças na final da Taça Distrital de Bragança

Sáb, 15/03/2025 - 13:27


Jogaram-se, ontem, no Pavilhão de Macedo de Cavaleiros as meias-finais da Taça Distrital de Bragança. O Clube Desportivo de Miranda do Douro e a Casa do Benfica de Alfândega da Fé conseguiram o apuramento para a final, que se vai jogar às 21h30.