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Miranda do Douro vai ter hotel de luxo de mais de 14 milhões de euros

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Ter, 28/05/2024 - 11:50


O município e o grupo Vila Galé assinaram a escritura, na passada quinta-feira, na Câmara Municipal de Miranda do Douro. Em Maio do ano passado, o município anunciou que iria ceder o direito de superfície de um terreno, por 60 anos, para a construção de um hotel Vila Galé de quatro estrelas.

A cimeira de paz que tarda

A guerra cansa e muito, além de muitas outras coisas. No passado, as guerras duravam anos e anos e pouco se sabia sobre o cansaço dos intervenientes. O que interessava era ganhar e até lá chegar não havia canseira que tal impedisse. Como exemplos temos a Guerra dos Cem anos, a Guerra dos Trinta anos e muitas outras. As causas, passado uns tempos, já não interessavam ou estavam esquecidas. Muitos lutavam, mas não sabiam as razões verdadeiras. Hoje tudo é diferente. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Europa viveu anos de paz e a guerra parecia ser uma coisa que jamais voltaria a acontecer no Velho Continente. Enganaram-se todos, ou quase. Na mente de alguns líderes, essa hipótese era bem real. Era só preparar o momento certo. Mas a Europa não esteve nunca à espera de uma tal anormalidade e nunca se preparou para essa eventualidade. A União Europeia, com o seu ego repleto, achou que não era necessário preparar-se para uma guerra entre fronteiras europeias. Enganou-se. A União Europeia vê-se agora num momento caricato e de difícil resolução e a sua preparação não pode ser feita de um dia para o outro. Os países recorrem com urgência aos armamentos que têm para se resguardarem das hipóteses menos retrógradas e os exércitos voltam a ser uma questão em cima da mesa. Talvez tarde demais. A Guerra na Ucrânia provocada pela invasão ilegal da Rússia ao invocar razões absurdas e que jamais justificariam a usurpação da integridade nacional de um país soberano e independente, trouxe para a Europa o que esta não esperava que acontecesse. E os vários países envolveram-se numa ajuda solidária à Ucrânia na tentativa de travar o avanço das tropas russas. Mais de dois anos passados continuamos a assistir à loucura de Putin, ao seu desmando, à sua prepotência e à vontade de impor uma vontade única de conquista a um povo que nada lhe fez para merecer tal afronta. É vergonhoso que tal aconteça. Contudo, há uma séria demonstração de cansaço de todas as partes envolvidas nesta guerra de loucos. No início, houve negociações tendentes a uma paz em que a Rússia saía francamente a ganhar, embora nada tivesse ganho, além da ocupação de algumas aldeias fronteiriças. Nada foi conseguido. Zelensky impôs condições e não encaixavam nas pretensões russas. A guerra continuou e os países europeus posicionaram-se ao lado da Ucrânia esperando conseguir travar definitivamente Putin. Mas não conseguiram. Entretanto, os EUA enfrentaram a possibilidade de lhes ser negado o desbloqueamento de capital necessário para enviar à Ucrânia o armamento que esta pedia com urgência. A tropa ucraniana estava a enfraquecer. Sem material de guerra para fazer frente à tropas russas, temiam pelo colapso de mais território, aldeias e cidades. Putin apercebeu-se e acelerou o ataque a várias cidades ucranianas. Lançava o terror e a incerteza no âmago dos ucranianos. Zelensky implorava por ajuda e os seus soldados operavam milagres, aguentando na frente. A Europa pouco podia fazer além de se movimentar entre si na busca de ajudas possíveis, mas sob os avisos de Putin sobre qualquer envolvência. Uma incongruência injustificável e absurda. A Rússia podia atacar outro país inde- pendente, mas nem a Ucrâ- nia nem qualquer país aliado podia atacar a Rússia. Regras de Putin. Mas o cansaço esta- va a chegar. Putin passa a dizer que está disposto a negociar a paz com a Ucrânia. Mas nada diz sobre como seria a negocia- ção dessa paz. Putin está farto da guerra. Enfrenta mais de 500 mil soldados mortos e as suas famílias para quem a questão ucraniana nada diz. É-lhe difícil explicar os motivos. Quase implora pela paz, mas continua a querer que se faça à sua maneira. Não seria um acordo de paz, certamente. Por seu lado, Zelensky pede que os EUA e a China façam uma cimeira para a paz na Ucrânia. Como será, se a China e a Rússia ainda agora encontraram e reforçaram os laços de defesa além de acordos comerciais entre ambos? O que irá responder Xi à solicitação de Zelensky? Putin até pode ver com algum alívio essa tal negociação para a paz, já que lhe alivia o stress em que se encontra depois de tanto tempo de guerra sem conseguir nenhum dos seus objetivos iniciais. A paz é bastante necessária para a Rússia e, para a Ucrânia era o fim de um pesadelo. Para a Europa, seria um descanso extraordinário e um tempo para se precaver para novas solicitações deste género. Não acredito que a cimeira para a paz na Ucrânia seja para já. Levará o seu tempo, mesmo com todo este cansaço de parte a parte. A teimosia de Putin vai sair-lhe caro. Muito caro. Para a Ucrânia continua a ser o destruir de um país que se erguia aos poucos depois da sua inde- pendência. Sem culpa sobre o que lhe está a acontecer, deseja fortemente a paz, mas não quer perder a sua integridade territorial para um tonto abusador que julga ser o dono da Europa. É tempo de parar. Uma cimeira de paz definitiva é urgente, ainda mais que outras guerras surgem sem deverem. Afinal, além de uma cimeira de paz, parece-me que outra deverá ter lugar com urgência. Amanhã será tarde demais.

Relação de Guimarães confirma decisão de Bragança e condena homem pela morte de Giovani

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Ter, 21/05/2024 - 13:11


Joaquim Rodrigues, pai de Luís Giovani Rodrigues, o jovem que morreu 10 dias depois de uma rixa, entre dois grupos, em Bragança, em 2019, considera que a justiça “não foi bem feita”, no que toca à decisão dos tribunais.

Urgência cirúrgica de Mirandela encerrada há mais de meio ano sem data prevista para reabrir

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Ter, 21/05/2024 - 13:05


A Unidade Local de Saúde do Nordeste diz que não tem intenções de retirar cirurgias de ambulatório, como oftalmologia e otorrino, do hospital de Mirandela e transferi-las para os hospitais de Bragança e Macedo de Cavaleiros.

A UNÇÃO PARTIDÁRIA

Não há qualquer racionalidade na admissão , sem contestação nem um questionamento sobre a sua razão de ser do que parece ser um dogma de gestão que nenhuma escola, teoria ou pensamento com fundamento reconhecido segundo o qual e de acordo com a opção de quem julga ou detém o poder de julgar, a competência está umbilicalmente ligada à cor partidária do seu portador. Se o Governo é socialista, só os portadores do cartão rosa são capazes de executar com aptidão as funções diretivas das inúmeras comissões executivas das instituições públicas ou sob a tutela governamental. Sê-lo-ão, na esmagadora maioria dos casos, desde o início da legislatura até ao seu final. Porém, se por qualquer percalço, incidente ou infortúnio, o governo cair antes do tempo regular e, por acaso ou qualquer outro motivo, fortuito ou intencional, mesmo que por curta margem, for o PSD a chegar a S. Bento, automaticamente todas aquelas pessoas ficam incompetentes, imediata e inexoravelmente. Caberá na cabeça de alguém que o uso de um cartão, em determinada altura, conceda, por obra e graça de São Thomas More (padroeiro dos políticos e cuja memória se celebrou no dia 19 de maio) aos correligionários dos detentores dos centros de decisão, aptidões encobertas até então por subtração a quem, até então, as tinha, por intermediação, igualmente miraculosa da detenção de um cartão de outra cor. Não está em causa a legitimidade de definição das políticas orientadoras da governação nacional por quem foi, para tal, incumbido pela expressão popular nas eleições legislativas. Mesmo que, como várias vezes aconteceu e, infelizmente acontecerá no futuro, as opções dos governantes não sejam as mais adequadas para atingir o benefício geral que todos juram prosseguir. Claro que é natural haver mudança de atuação política sempre que muda a direção partidária da governação. O que não é fácil de entender é a necessidade de ter uma determinada filiação política para exercer com a necessária competência um cargo técnico dirigente. Desde logo porque, no governo de Passos Coelho, com uma composição política idêntica à do atual, foi criada a Cresap precisamente para garantir que a admissão de dirigentes para os cargos superiores da administração pública era feita com base na qualificação e aptidão para o lugar e não por qualquer lealdade partidária. Das duas, uma: ou a Cresap está a desempenhar adequadamente a função para a qual foi criada e então não é aceitável que a mudança de governo implique uma tal dança de cadeiras, porque um quadro competente tem obrigação de executar a contento as opções governamentais ou afinal havia outros candidatos melhor preparados (a proximidade política ao ocupante de S. Bento não passará de uma estranha coincidência) e então a Cresap não cumpre a sua missão e a única atitude consequente é denunciá-la e acabar com ela. Uma última reflexão. Quando questionado sobre a afã demissionária do seu governo, Luís Montenegro, em vez de justificar com as razões substanciais (ou falta delas) para a catadupa de exonerações declarou que as achava normais. Desafiou os jornalistas a investigarem no passado e, pelos vistos, existiram efetivamente chefes de governo mais “exoneradores” do que ele. Porém qualquer um deles exerceu o seu consulado precisamente antes da Cresap (que foi, recordo, criada para por fim a esse despautério). Acresce ainda que se a ambição governativa de Montenegro se conforma em não fazer pior do que fizeram Santana e Sócrates diz muito (ou muito pouco) da ambição do atual inquilino de S Bento.

Israel/Palestina: Duas nações, um só estado, porque não?

Contrariamente à guerra da Ucrânia que, como é público e notório, foi desencadeada pelo desapiedado Putin que, protegido e envolto nas maiores comodidades e mordomias, em Moscovo ou noutras paragens que só ele conhecerá, decidiu invadir um país livre e soberano, onde continua a cometer as maiores atrocidades, o conflito israelo-palestino tem provocado manifestações um pouco por todo o mundo livre, com significativo impacto mediático, ainda que pouco concorridas. Conflito este que começou, como se sabe, em 7 de Outubro de 2023, no sul de Israel, com o massacre de mais de 1.200 judeus, homens mulheres e crianças, desarmados e inocentes e a simultânea constituição de duas centenas de reféns. Ainda assim, para melhor compreensão deste conflito convém lembrar, ainda que resumidamente, que a ONU decidiu, em 14 de Maio de 1948, repartir o histórico território da Palestina por duas nações, Israel e Palestina, designadamente, data em que também foi formalmente instituído o moderno estado de Israel. Entendeu a ONU que seria essa a forma mais justa e apropriada para por termo ao longo martírio do povo judeu que durante séculos foi perseguido e massacrado, especialmente de forma massiva e particularmente cruel, nos campos de extermínio nazis da II Guerra Mundial. Judeus que já haviam sido vítimas de outros martírios como os promovidos pela Inquisição, em Espanha e Portugal, ou os chamados “pogrom” que varreram o sul da Rússia, entre 1881 e 1884, e que provocaram e emigração massiva dos perseguidos. Acontecimentos terríveis de uma desumanidade inaudita que levaram alguém mais autorizado do que eu, a dizer que a “história do povo judeu é a melhor prova da existência de Deus”. Acontece, porém, que enquanto o estado de Israel, por sua iniciativa, de pronto se estabeleceu e afirmou com o sucesso político, social, económico e científico que se conhece, o potencial estado palestino marcou passo, sobretudo por inabilidade dos seus chefes. Nem mesmo quando os territórios de Gaza, da Judeia e da Samaria estiveram, por mais de 20 anos, tutelados pelo Egipto e pela Jordânia, altura em que os palestinos, vindos de outras paragens, ali se foram fixando, o agora tão badalado Estado Palestiniano se consumou, só porque palestinos e outros árabes, optaram por desencadear, sem o sucesso pretendido, inúmeros conflitos armados contra Israel. Assim se compreende porque não será fácil criar, agora, dois estados em território tão exíguo, tão dividido e face ao fanatismo de certas fações ismaeli- tas, sem esquecer, claro está, o latente criptojudaísmo. Melhor seria, quanto a mim, que a comunidade internacional pugnasse por um Estado único, democrático, com respeito pelas duas nações, a judaica e a palestina, garantindo a in- dispensável segurança do povo judeu e libertando os palestinianos das garras dos terroristas do Hamas que, com a denunciada conivência da ONU do senhor Guterres, se acoitam em escolas e hospitais. Um bom exemplo, para tanto, poderá ser a União Europeia, porquanto, apesar das grandes guerras do passado, está em processo avançado de se converter num único estado, com respeito integral por todas as nações que a constituem. A paz não se alcança pelas armas, mas pela concórdia.