Julgar é fácil...
Mas nem sempre o árbitro é o culpado
Terminada a montra do Campeonato do Mundo de Futebol, abre-se agora uma nova época desportiva. Os clubes afinam objetivos e preparam-se para os múltiplos desafios que se aproximam.
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No que toca aos árbitros, esses elementos imprescindíveis, também a preparação acontece. Sem arbitragem não há jogo. Sem arbitragem não há competição. Ponto.
O problema é que, sendo de presença obrigatória, o árbitro está sempre exposto. E, na maior parte das vezes, é alvo de julgamentos sumários, injustos e desnecessários. Julgamentos que em nada contribuem para o bem-estar, para a justiça e para a clarividência dos ambientes desportivos. E até sociais.
No futebol, por ser o mais popular, é onde as decisões do árbitro dão mais que falar. A todos os níveis. Só que nem sempre lhe é dado o devido valor. Diz-se bem dele quase sempre apenas quando convém.
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Com os jogos de futebol, emergem as críticas mediatizadas ao desempenho de uma equipa de arbitragem. Mesmo, até quando não assiste ao jogo. O que não deveria acontecer, naturalmente.
Mesmo admitindo que o árbitro possa errar, nada justifica, inúmeras vezes, comentários pouco abonatórios, que roçam a falta de valores educacionais e de sã convivência desportiva e cívica. Não dignificam quem os profere. E, até, quem pacificamente as aceita.
Ninguém é perfeito. Errar é humano. E não podemos exigir perfeição a quem decide em frações de segundo, com milhares de pares de olhos a pressionar e julgar. Tantas vezes sem conhecimentos técnicos minimamente sustentados.
Parto do princípio da boa-fé dos homens do apito. Quando erram, erram por perceção, não por má-fé. E se for de má-fé, essa sim, é condenável.
Se os treinadores erram na tática, se os jogadores falham no passe, se os dirigentes falham na gestão... porque não conceder ao árbitro o direito de falhar também?
Uma certeza temos: nenhum árbitro entra em campo sem formação. Já a mesma certeza não temos quanto à formação de muitos dirigentes e responsáveis.
Por isso, apelo: mais contenção. Mais educação. O desporto agradece e a sociedade também.














