Vaca gestante morta em ataque de lobo no planalto mirandês

"Preferia que me a tivessem roubado para criação, noutro sítio, do que ver isto acontecer" lamentou produtor do planalto mirandês

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15 set. 2026, 08:00

Um novo ataque de lobo matou uma vaca em altura de parto, no concelho de Vimioso, na sexta-feira passada.

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O produtor, António José Falcão, começou a atividade em abril e admite ser desanimador ver os animais morrer nestas circunstancias. “Além do prejuízo é mau ver os animais em estado de decomposição. Sinceramente, preferia que me a tivessem roubado para criação, noutro sítio, do que ver isto acontecer”, frisou.

António José Falcão contou ainda que a situação já foi comunicada ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que esteve no local, na passada sexta-feira. Agora terá de proceder a dar “baixa” dos animais no Instituto de Financiamento e Pescas, aguardando depois o pagamento da compensação.

Esta é já a segunda vez que o gado deste produtor é atacado. Questionado sobre as indemnizações adiantou que ainda não recebeu a compensação da primeira ocorrência mas reitera que preferia "ter o animal vivo e a fazer criação" do que receber o valor do prejuízo deixado pelo rasto do lobo.

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Numa nota enviada à redação do jornal Nordeste e da rádio Brigantia, a União dos Produtores de Gado Lesados pelos Lobos reforça que este “é mais um caso que se junta aos muitos ataques que têm vindo a ser registados em várias regiões do Norte de Portugal, causando elevados prejuízos económicos aos criadores e colocando em causa a continuidade de explorações agropastoris que desempenham um papel fundamental na preservação do mundo rural, das raças autóctones e da gestão da paisagem”.

O Governo anunciou, na semana passado, que vai reduzir os prazos máximos de indemnização por danos causados a rebanhos pelos ataques dos Lobos. Os pastores queixam-se de demora nos pagamentos, superior a um ano.

No entanto, a medida só entra em vigor em janeiro do próximo ano.

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