O prazo do concurso público para a segunda fase de construção da Nacional 103 que liga Vinhais a Bragança foi prolongado. A data limite inicial terminava no dia 7 de setembro, mas após duas empresas pedirem esclarecimentos, a data limite foi estendida até 6 de outubro.
PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR
Um prolongamento que acaba por atrasar o calendário de execução da variante de quatro quilómetros em Vila Verde e de dois viadutos, sendo um sobre o Vale de Cabrões e o outro sobre o Vale do Tuela.
O presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes, reconhece que este atraso não é benéfico, mas visto que “esta obra está atrasada há décadas” e ainda que “o atraso de meses também seja significativo”, o mais importante é garantir que haja interessados no concurso e que a obra possa finalmente avançar, cumpridos os trâmites legais.
Luís Fernandes olha para o interesse destas duas empresas de forma positiva ainda que admita permanecer retraído. O autarca frisou que “enquanto não vir ‘o preto no branco’, digamos, estou sempre desconfiado”.
PUBLICIDADE
“Sabemos que é uma altura complicada a nível destes concursos e de obras, e é verdade, haver duas empresas a fazer pedidos de esclarecimento significa que estarão interessadas, mas também não significa que essas empresas concorram, digamos, dentro desses valores”, explicou, acrescentando que ainda está tudo numa fase de “suposições”.
Ainda assim, Luís Fernandes espera que com este aumento as empresas se candidatem e a segunda fase do projeto avance.
A primeira fase do projeto arrancou em final de 2024 com a requalificação da EN 103, tendo sido concluída no final de 2025.
Agora resta ser concluída a segunda fase que está, pela segunda vez, a concurso. Avaliada em 82 milhões e meio de euros, o primeiro concurso ficou deserto devido ao financiamento. Desta vez, existe a possibilidade de serem aceites propostas até 90 milhões de euros.
PUBLICIDADE

