Transporte a pedido chega a aldeias a partir da próxima semana

A nova rede encontra-se atualmente em período experimental e as viagens são gratuitas até 13 de setembro.

09 set. 2026, 06:30

A nova rede de transportes públicos das Terras de Trás-os-Montes está a registar “bastante recetividade” e um aumento de passageiros, mas é a partir de 14 de setembro que a operação deverá dar um novo passo, com a entrada em funcionamento do transporte a pedido destinado às localidades mais pequenas e isoladas da região.

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A garantia é dada pelo presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima, que antecipa com expetativa a segunda fase da nova rede. O período experimental, iniciado no inicio de agosto, termina a 13 de setembro, coincidindo a entrada em funcionamento do novo serviço com o início do período escolar.

“Estamos a ter bastante recetividade, bastante interesse”, afirmou Pedro Lima, adiantando que, embora ainda não existam números definitivos, a informação disponível aponta para “um aumento de passageiros”.

A nova rede introduziu novas ligações, procurando adaptar a oferta às necessidades das populações dos nove municípios da CIM. Mas, para o presidente da comunidade intermunicipal, a principal novidade está no transporte a pedido, que permitirá chegar a localidades que até agora estavam praticamente fora da rede de transportes públicos.

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“Vai ligar às linhas que já existem, portanto estas 90 linhas, e eu acho que assim vai ser diferenciador porque vai chegar aonde não havia, por exemplo, transporte público”, explicou.

O serviço destina-se sobretudo a aldeias e lugares com menos de 40 habitantes. Segundo Pedro Lima, estão abrangidos “praticamente” todos os pequenos aglomerados que não dispunham de uma ligação regular.

Muitas destas localidades apenas eram servidas quando se encontravam no percurso de um autocarro que ligava outras povoações. Com o transporte a pedido, a lógica passa a ser diferente, os habitantes poderão solicitar uma deslocação que lhes permita chegar às linhas regulares da rede.

Pedro Lima dá como exemplo algumas localidades do concelho de Vila Flor, como Folgares, Trindade, Macedinho, Valbom ou Ribeirinha. Um habitante de uma destas aldeias poderá, por exemplo, recorrer ao transporte a pedido para chegar a Vila Flor e, a partir daí, utilizar uma carreira regular para Mirandela. “É um exemplo assim muito específico, mas que lhe dá a noção da amplitude do transporte que se vai oferecer”, sublinha.

É precisamente esta possibilidade de chegar a localidades de reduzida dimensão que o presidente da CIM considera poder fazer a diferença numa região marcada pela baixa densidade populacional. “É esse um dos pontos fulcrais”, afirmou Pedro Lima, lembrando que existem povoações onde “realmente não tinham qualquer resposta” em matéria de transporte público.

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Gratuidade poderá continuar depois de setembro

A nova rede encontra-se atualmente em período experimental e as viagens são gratuitas até 13 de setembro. Depois dessa data, a intenção é manter os bilhetes a 50% do valor nominal, embora a CIM esteja a procurar prolongar o período de gratuitidade.

Pedro Lima revelou que essa é uma das propostas que a comunidade intermunicipal tem colocado junto do Governo, através de uma maior comparticipação do Estado.

“Em princípio vamos prolongar o período de gratuidade”, afirmou, explicando que o objetivo é criar condições para incentivar a utilização do transporte público.

A partir de 14 de setembro, com o arranque do novo período de funcionamento, a rede passa assim a contar também com uma resposta dirigida às localidades que, pela sua reduzida população, dificilmente poderiam ter uma carreira regular.

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