Xadrez
Jogo, desporto e/ou passatempo
O Xadrez, milenar jogo de tabuleiro com origens na India e na Pérsia, é hoje importante para o desenvolvimento cognitivo, com potencialidades ao nível da capacidade de concentração, do autocontrolo e da autodisciplina, bem como da implementação de estratégias, proporcionando aos seus praticantes uma boa ocupação de tempos livres, de convívio e de intercâmbio interpessoal entre jovens, adolescentes, adultos e séniores.
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Enquanto praticante de xadrez há mais de 55 anos tenho procurado divulgar a modalidade não apenas com a criação de clubes e com a organização de torneios de xadrez, mas também com a incrementação do xadrez escolar e federado no nordeste transmontano.
Desde os anos oitenta, com a criação da secção de xadrez do saudoso Clube de Bragança, bem como dos torneios por lá realizados, dos intercâmbios entre Bragança e Zamora, nomeadamente aquando da geminação entre as duas cidades, mas depois na década de 1990, com a criação do Clube de Xadrez de Vila Flor, com a reactivação da Associação de Xadrez de Bragança (AXB) e com a com a organização dos famosos Torneios de Xadrez das Amendoeiras em Flor, realizados em Vila Flor, Moncorvo e Foz Coa e ainda com a organização no distrito de vários Campeonatos de Portugal de Partidas Semirrápidas, abre-se uma nova dimensão na divulgação do xadrez no distrito e no nordeste, com a captação de novos jovens praticantes e de novos clubes.
Nesse sentido, importa preservar a ideia do “velhinho” jogo de xadrez praticado em cafés, enquanto passatempo, fazendo com que o jogo não seja apenas uma forma de ocupar o tempo livre, mas torná-lo num precioso auxiliar para os jovens estudantes na era da informática, do digital e das novas tecnologias balizadas pela Inteligência Artificial.
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Interligar o xadrez com o desporto escolar e com a competição federada, passando pela ocupação dos tempos livres, do convívio intergeracional e da socialização será a melhor forma de consolidar o xadrez como modalidade desportiva. Assim, será fundamental que a organização de torneios de café, de clube e de bairro possa evoluir para torneios internacionais onde os nossos jogadores possam competir com os mestres e com os melhores jogadores nacionais e estrangeiros para poderem evoluir e tornar-se melhores praticantes de xadrez.
Para tal, importa que as entidades oficiais como são os municípios e os patrocinadores privados possam acreditar que o apoio na organização destes torneios são uma mais-valia para o distrito de Bragança e para o nordeste transmontano, com um potencial na divulgação da região através de uma modalidade que pode aglutinar o turismo, a ocupações de tempos livres, o desporto, a escola e o lazer com a prática do xadrez.















