A importância das modalidades desportivas amadoras no contexto do desporto regional e no desenvolvimento dos jovens nordestinos
O nordeste transmontano, à semelhança do que acontece um pouco por todo o interior, longe das grandes cidades e das regiões com maior densidade populacional, apresenta uma rácio de praticantes das modalidades desportivas consideradas como amadoras bastante reduzido, isto porque, por um lado, cada vez mais se verifica o envelhecimento populacional e, por outro lado a população jovem está pouco direccionada para a prática desportiva mais alargada, ocupando muitos dos seus tempos livres e de lazer em actividades mais ligadas ao digital.
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Longe vai o tempo da velha máxima de “mente sã em corpo são”, mas a realidade da articulação do desenvolvimento físico e cognitivo não pode ser deixada para trás, sob pena de as futuras gerações ficarem capturadas pelas tecnologias, pelo digital e pela vivência confinada aos ecrãs e não terem uma diversificação de práticas que os vão ajudar nos seus percursos académicos, profissionais e sociais.
Sabemos que o desenvolvimento global das crianças e dos jovens se situa em parâmetros não apenas cognitivos, mas também em parâmetros físicos, com a importância que a actividade física tem, nomeadamente no rendimento escolar e académico e na construção de competências que proporcionam um bem-estar escolar e social e um bem-estar no âmbito da saúde física e mental.
Verifica-se, também, que as opções e ofertas em termos da prática de muitas dessas modalidades fica longe do que seria o ideal, pois a existência de clubes e de agremiações nem sempre abrange toda a população infantojuvenil.
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Sendo uma realidade que o desporto escolar dá um certo impulso em muitas das modalidades menos praticadas, também não deixa de ser relevante que a transição para a prática federada nem sempre é a etapa seguinte.
Senão vejamos, a prática escolar e a prática federada devem unir-se em torno da implementação e do desenvolvimento de práticas que, começando na “massificação” conduzam ao aumento da qualidade e da procura de valores de topo, pois a prática desportiva na infância e na adolescência deverá ser ampla e alargada, pois só a existência de muitos praticantes pode resultar no surgimento de atletas de qualidade superior e de elite.
Como tal, a divulgação das modalidades consideradas como amadoras deverá ser acarinhada, desenvolvida, implementada e consolidada não apenas pelos poucos clubes da região que vão fazendo um trabalho meritório, com óbvias dificuldade de índole técnica, financeira, estrutural e organizacional, mas também, acima de tudo, pela entidades oficiais, como são os municípios, e ainda os patrocinadores privados, pois a existência de praticantes tem de ser aumentada, as modalidades devem ser mais diversificadas, uma vez que só assim, caminharemos para um enriquecimento das competências das crianças e dos jovens praticantes, contribuindo para uma implementação mais próxima e mais imediata da transição do desporto escolar para as práticas federadas, mas também como desenvolvimento e apoio aos estudos e como elemento ocupacional e de socialização, construindo etapas fundamentais para que o desenvolvimento cognitivo e o desenvolvimento físico possam caminhar de forma articulada e proporcionem oportunidades de interacção social.
Há, pois, que incentivar os clubes para incrementarem com os municípios a prática das modalidades amadoras, nomeadamente, a natação, o ténis de campo e de mesa, a atletismo, o xadrez e outros jogos de tabuleiro, o basquetebol, o andebol e o voleibol, a patinagem e os demais jogos de pavilhão e de campo, incluindo o próprio futebol, além de muitas outras modalidades que desenvolvam física e cognitivamente as novas gerações.
Ou seja, implementar práticas desportivas e articular as mesmas com o lazer e a ocupação de tempos livres e com a vida escolar das crianças, dos jovens e dos adolescentes, contribuirá decisivamente para a sua formação global e para uma salutar vida social.












