A Universidade Politécnica de Bragança (UPB) colocou 802 estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior para o ano letivo 2026-2027, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação. Mas há cursos sem nenhum candidato.
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A instituição disponibilizou 1937 vagas, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 41,4%. Mas dos cursos disponíveis, 14 não registaram qualquer colocação nesta primeira fase. A maioria são os cursos de engenharia, como: Agronómica, Alimentar, Ambiente, Civil, Gestão Industrial, Química, Energias Renováveis, Eletrotécnica e de Computadores e Zootécnica. Os restantes são Enologia, Informática e Comunicações, Educação Ambiental, Gerontologia e Tecnologias Digitais e Gestão.
Em sentido contrário, apenas sete cursos conseguiram preencher a totalidade das vagas disponíveis. Foi o caso de Solicitadoria, Educação Básica, Desporto, Arte e Design, Enfermagem, Fisioterapia e Gestão. O presidente da UPB, Orlando Rodrigues, diz que os números "não preocupam", porque "houve um crescimento relativamente ao ano passado, houve vários cursos, alguns dos quais não tinha acontecido o ano passado, mas que ficaram logo completos nesta fase", disse.
Sobre as restantes vagas que faltam preencher, Orlando Rodrigues não tem dúvidas de que essas "destinam-se a ser ocupadas pelos diversos regimes de ingresso no ensino superior", ainda na segunda e terceira fase. "Este ano a segunda fase vai trazer também bastantes alunos, é a nossa convicção. Mas depois temos a via dos estudantes, a via para os estudantes oriundos das vias profissionalizantes, os alunos provenientes de cursos técnicos pós-profissionais, os internacionais e outros regimes com menos pressão", apontou.
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Mas Orlando Rodrigues não poupou críticas às políticas de coesão e de distribuição equitativa das vagas pelo território. "Estamos a assistir a uma política de coesão inversa. Os incentivos que existiam para atrair estudantes para as regiões do interior foram reduzidos, enquanto os alunos que escolhem os grandes centros do litoral passam a beneficiar de bolsas mais elevadas. Isto prejudica duplamente os estudantes e as instituições do interior", afirmou.
Reforçou ainda que "ao mesmo tempo, o aumento de vagas nas instituições de Lisboa e do Porto reforça a atração dos estudantes para esses centros, dificultando a captação de alunos pelas instituições do interior. É uma situação preocupante, porque não existe atualmente uma verdadeira política de diferenciação positiva para estas instituições, apesar do seu papel fundamental na coesão e no desenvolvimento regional", rematou.
Recorde-se que, em 2025, esta instituição colocou 762 novos estudantes, menos 237 face à mesma fase do ano 2024, o que se traduziu numa diminuição de 23,7%. Mas este ano registou um aumento, conforme indicam os números.
Maior número de estudantes colocados na última década
Segundo o Ministério da Educação, foram colocados a nível nacional 49 991 estudantes colocados na 1.ª fase, mais 6 092 do que em 2025. A taxa de ocupação sobe para 88,9%, atingindo 95,6% no ensino universitário e 80,0% no ensino politécnico.
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O crescimento do número de colocados foi particularmente expressivo no ensino politécnico, com uma subida de 24,5% face a 2025, enquanto no ensino universitário o aumento foi de 8,1%.
De acordo com a tutela, o número total de colocados nesta primeira fase é o mais elevado da última década, com exceção de 2020, ano marcado por regras excecionais devido à pandemia de Covid-19, nomeadamente no que diz respeito à conclusão do Ensino Secundário e à utilização dos exames nacionais como provas de ingresso.
Também aumentou o número de candidatos válidos ao ensino superior. Foram registados 60.513 candidatos, mais 11.795 do que em 2025 e mais 2.212 do que em 2024. Excluindo os anos da pandemia, este é o número mais elevado de candidatos desde 1996.
A segunda fase do Concurso Nacional de Acesso arrancou esta segunda-feira, permitindo aos estudantes concorrer às vagas que permaneceram disponíveis após a primeira fase.
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