Macedo de Cavaleiros investe 1,1 milhões de euros na valorização e conservação do Azibo

A intervenção deverá estar concluída em novembro de 2027.

21 ago. 2026, 09:37

O município de Macedo de Cavaleiros vai investir mais de 1,1 milhões de euros na conservação da natureza e na paisagem protegida da albufeira do Azibo e também para melhorar a experiência dos visitantes.

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Vão ser criados cinco novos equipamentos, desde um centro interpretativo, um corredor ecológico, um estacionamento na praia da ribeira, melhoria de sinalização e aposta na comunicação.

“Em espécie de resumo, o objetivo é que o centro vai explicar, o corredor vai levar ao terreno, o estacionamento vai organizar e a sinalética orientar e a comunicação envolver toda a comunidade e todos os visitantes”, explicou o autarca Sérgio Borges, reforçando que “a valorização não assenta na massificação, o objetivo não é esse. O objetivo é mesmo não só aproveitar os visitantes para a parte lúdica, para a parte das praias, mas também para a parte verde, a parte ambiental e a parte educativa que temos no nosso território”, frisou.

No Centro Interpretativo vão ser criados conteúdos, suportes expositivos e equipamentos para aprofundar o conhecimento sobre os ecossistemas de água doce e a Paisagem Protegida.

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O Corredor Ecológico do Azibo — qualificação do percurso PR1 MDC — vai tratar-se de um corredor verde de Vale de Prados, com pontos de interesse, interpretação digital, contagem de utilizadores e gestão seletiva de acessos.

O estacionamento da Praia da Ribeira com ordenamento da circulação e do estacionamento, com soluções de integração paisagística e redução de pressão sobre áreas sensíveis.

“A melhoria está essencialmente em criar zonas de sombreamento para as pessoas, porque as pessoas quando chegam procuram uma zona, para colocar o carro à sombra, devido ao calor. Vamos criar linhas de árvores,com freixos e carvalhos, árvores autóctones aqui da paisagem. Vamos tentar criar essas linhas de sombra com grelhas de enrelevamento, que não é permitida a impermeabilização e um melhor acesso, sem ser aquele tuvenam, aquele levanta aquele pó. Vamos ter cubos de granito para chegar ao acesso a esse estacionamento”, explicou chefe de divisão do ambiente da autarquia, Paulo Silva.

A sinalização também será melhorada, com recolha de dados, mapa de apoio e ferramentas digitais para orientação e conhecimento.

A ideia é oferecer melhores condições, sem massificar a albufeira, com foco na conservação da biodiversidade. “De facto aquilo que pretendemos, da oferta que pretendemos ter disponível para todos os visitantes, é também a conservação da biodiversidade. Este é um local, como eu lhe chamei, um santuário de vida, quer da fauna, quer da flora, muito própria e muito importante. Há aqui zonas que são verdadeiros endemismos ibéricos, porque há animais, há plantas que são de facto muito raros e com uma quantidade que nos preocupa em termos de conservação das espécies e que há aqui e não há em muitos mais locais, tanto em Portugal como na Península Ibérica”, apontou a vice-presidente Clementina Gemelgo, destacando que esta é “uma nova forma de olhar o Azibo, uma nova forma também de o gerir e de proteger as comunidades migratórias, porque nós também somos um centro de acolhimento animal”, concluiu.

A autarquia vai apostar também na comunicação, através de produção de conteúdos, vídeo, relação com a imprensa e materiais destinados a sensibilizar residentes e visitantes.

A intervenção deverá estar concluída em novembro de 2027.

O investimento de 1,1 milhões de euros é co-financiado até 85% por fundos do Norte2030.