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Lavagem das Mãos

- Molhe as mãos com água

- Aplique sabão suficiente para cobrir todas as superfícies das mãos

- Esfregue as palmas das mãos, uma na outra

- Palma direita sobre o dorso esquerdo com os dedos entrelaçados e vice versa

- Palma com palma com os dedos entrelaçados

- Parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados

- Esfregue o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice versa

- Esfregue rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice versa

Os nossos caminhos de peregrinação a Fátima

Ter, 14/05/2019 - 10:40


Olá gente boa e amiga.

Hoje começo por compartilhar convosco a perda do meu tio António Lopes (António Micho), irmão da minha mãe. Há cerca de um ano, nesta mesma página, demos a conhecer a sua arte de endireita, com o título “Mãos que endireitam”. Deus chamou-o a Si, na quinta-feira, dia 9 de Maio, a poucos dias de completar 85 anos. Bem-hajam todos que nos consolaram, tanto pessoalmente como através do nosso programa de rádio. Foram muitas as palavras de reconhecimento e agradecimento das pessoas que ele, com as suas mãos, ajudou em problemas de tendões e ossos. Tantos anjinhos o acompanhem como pessoas ele ajudou. A família da minha mãe agradece a todos os que, de uma maneira ou de outra, estiveram connosco na nossa dor. Aqueles que amamos nunca morrem, continuam vivos no nosso coração e eu vou sempre recordá-lo como “o meu tio bonito”, pois tinha o cabelo branco e brilhante. Que em paz descanse a sua alma.

Uma laranja na lua

Acho que todos já viram a famosa fotografia do buraco negro que foi divulgada no passado dia 10 de abril e que, entretanto, andou a circular nos vários órgãos de comunicação sociais nacionais, dando até origem a muitas anedotas astronómicas.

O que se calhar não ficou tão claro é que esta descoberta científica só foi possível com o contributo da EU. O financiamento no valor de 44 milhões de euros foi indispensável para que o grupo de investigadores pudesse alcançar “o impossível”.

Digo mesmo “o impossível” porque o grau de dificuldade que todo o processo requer é muito alto. Sabiam que o buraco negro que foi fotografado pelo Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT) situa-se a 55 milhões de anos-luz da Terra? Claro que, para nós, é impossível imaginar o que isso significa. Mas, recorrendo à analogia usada pelo Comissário europeu Carlos Moedas, o grau de dificuldade que envolveu a captação da imagem do buraco negro equivale a fotografar uma laranja na lua. 

Na verdade, nós nem nos apercebemos o que uma simples imagem representa. Uma coisa é certa: aquela imagem, ainda que um pouco desfocada, simboliza um enorme avanço para a ciência moderna. Como disse o Comissário europeu Carlos Moedas aquando da apresentação da imagem do buraco negro em Bruxelas, este é um verdadeiro “momento de mudança” para a ciência, que certamente “ficará para a história da Europa”.

No passado dia 10 de abril, o mundo ficou a saber algo que, há uns anos, era ainda de facto uma impossibilidade. Foi uma enorme lição de união e de progresso. E a UE desempenhou um papel fundamental nesta conquista. É impossível não nos sentirmos orgulhosos da Europa e do que já conquistámos juntos. Isto porque juntos tornámos o impossível possível. Juntos conseguimos “fotografar uma laranja na lua.”

A apresentação da imagem foi um momento aguardado com grande entusiasmo e expectativa, sobretudo pela comunidade científica internacional. O anúncio do primeiro resultado do Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT) esteve envolto em algum mistério, mas rapidamente se descobriu que   estaríamos perante a apresentação da primeira imagem alguma vez tirada a um buraco negro. Quando chegou o momento da divulgação da imagem, houve seis conferências de imprensa em simultâneo, espalhadas pelos quatro cantos do mundo – Bruxelas, Santiago do Chile, Xangai, Tóquio, Taipé (capital de Taiwan) e Washington – e em quatro línguas distintas – inglês, espanhol, mandarim e japonês.

Como sabem, e não posso deixar de enfatizar a seguinte frase, esta foi a primeira fotografia alguma vez tirada a um buraco negro. Embora, na teoria, o conceito existisse há muito tempo, nós apenas conhecíamos o fenómeno através de simulações e algoritmos matemáticos. Mas agora não! Para além de comprovar visualmente a existência de buracos negros, a imagem que foi captada veio confirmar a teoria da relatividade de Albert Einstein. Tudo isto, em grande parte, graças à UE e ao trabalho imprescindível de vários cientistas europeus!

 

Sofia Colares Alves

Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

Estou quase lá

Está na altura de começar a enfrentar os factos – dentro de alguns meses vou fazer 30 anos. Vou deixar os tenros vintes, para entrar numa nova década. Pode não parecer nada significativo, e se calhar não é.

Mas a verdade é que no espaço de mais ou menos 15 anos, vejo-me a anos luz do meu “eu” mais jovem. Com uns 15 anos, as pessoas de 30 pareciam extremamente fixes. Era onde estava a malta com mais pinta, super decidida e super independente, com empregos, obrigações, e horas livres só ao fim-de-semana. Eram adultos, e nós não. Agora, os de 30 estão na minha faixa etária, e, pergunto-me, se os adolescentes encaram os trintões como adultos, como antes, ou em que patamar estamos.

Já é mais difícil fazer directas. Aliás, não me consigo lembrar da última vez que fiz uma. Ademais, não vejo nenhuma necessidade de tamanha loucura. Tornei-me nesta pessoa que precisa, de verdade, de dormir. Mas custa menos levantar com poucas horas de sono. Acho que é o peso da responsabilidade a falar, na maioria das vezes, porque ninguém se levanta cedo sem uma boa razão. Pelo menos, eu não. Ou então há um rácio entre a idade e as horas de cabeça à almofada que vai diminuindo, como quando as crianças deixam de fazer sestas. Contudo, gosto de sestas.

Sinto que já não posso fazer coisas descabidas o tempo todo. Temos que pensar em agir como um adulto, apesar de não saber há quanto tempo entrei nesse mundo, e por isso às tantas já falhei este ponto. O que é certo é que cada vez mais pessoas me tratam por “senhora” e menos por “menina”.

Ainda é legítimo usar camisolas estampadas com frases engraçadas? Não sei, mas gostava de saber, porque gosto de frases engraçadas.

Começo a dar também importância a coisas que nunca pensei que fossem tão, passo a redundância, e à falta de melhor palavra, importantes. Como panos de cozinha – tenho gasto dinheiro que antes consideraria desperdiçado neste tipo de objectos. E sabem que mais? Foi bem empregue. Há ainda o fascinante mundo dos utensílios de cozinha. A que cheira o raio do detergente para a roupa? Na mesma divisão, as indispensáveis toalhitas que impedem a transferência de cor na lavagem na máquina. Dispensadores de sabonete líquido a condizer com o suporte da escova de dentes. Enfim, toda uma nova dimensão que se está a abrir.

Passar a roupa a ferro também começa a parecer algo necessário e não um detalhe. E o factor “roupa que não é preciso passar” começa a ter tido em conta na hora de comprar.

Sinto que as pessoas olham para os de trinta como alguém com quem já é permitido partilhar aflições da vida, como, claro está, dramas domésticos que envolvem toalhitas das cores. E outros dramas, que agora há maturidade para entender e comentar, como gente grande, de igual para igual.

A sociedade tem determinado que se é jovem até mais tarde e que se começa a ser velho mais tarde. Isso é bom, por um lado, mas por outro complica tudo. Na minha idade, os meus pais (e certamente os vossos, se estão na mesma idade) estavam casados há anos e com filhos. Poucos de nós fazem disso uma prioridade aos 30, e nascem menos bebés. Até porque somos “bebés” até mais tarde. Então, é como haja bebés para cuidar.

Eu não me sinto um bebé. Nem velha. Sinto-me com quase 30 anos. Seja lá o que isso for.