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Empresa admite não avançar com prospecção mineira devido a contestação da população

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Ter, 12/11/2024 - 10:55


“É o princípio do fim e minas a céu aberto não hão-de tardar muito”. É este o medo que assola a população de várias aldeias de Bragança e Vinhais que luta, neste momento, para que não seja feita uma prospecção mineira na Serra da Nogueira.

Duas pessoas morreram em Bragança alegadamente devido à falta de atendimento atempado do INEM

Ter, 12/11/2024 - 10:47


Segundo explicou o presidente dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), Rui Lázaro, o brigantino que acabou por falecer no dia 2 não teve assistência atempada. “O cidadão de Bragança esteve mais de uma hora para que visse a sua chamada atendida, para um AVC.

Furto de carrinha durante a noite em Bragança alerta para crescente onda de roubos

Ter, 12/11/2024 - 10:43


Alberto Gomes, proprietário do veículo, contou que o furto aconteceu durante a noite e que era o meio de transporte que usava para ir trabalhar e “na altura da azeitona, usavam a carrinha para levar a azeitona à cooperativa”. “A carrinha estava aqui mesmo em frente ao prédio, onde moro.

Inundações, população e resiliência

A Diretiva da Avaliação e Gestão dos Riscos de Inundações (DAGRI), Diretiva n.º 2007/60/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2007, estabelece que cada país da União Europeia deve reduzir as consequências negativas das inundações. Segundo (CRED, 2015) tendo em conta o cenário de alterações climáticas que se vive atualmente, a frequência de eventos extremos tem vindo a aumentar sendo que no ano de 2020 (389 ocorrências) ocorreram mais desastres naturais comparado com o período de 2000- 2019 (368 ocorrências). De destacar também que a população mundial exposta a inundações duplicou em 40 anos sendo que em 1970 existiam aproximadamente 40 milhões de pessoas expostas a inundações e em 2010 esse valor aumentou para aproximadamente 80 milhões. Curiosamente em 2020 o desastre natural com maior ocorrência a nível mundial foram as inundações com 201 ocorrências neste ano seguido das tempestades (127 ocorrências). Analisando a população total desalojada por tipo de desastre natural em Portugal entre 1967 e 2022, as inundações ultrapassam largamente os incêndios com aproximadamente 10 000 desalojados (EM-DAT). Assim sendo, numa fase inicial é necessário definir as respetivas áreas críticas por Região Hidrográfica (RH) para posteriormente se avaliarem os danos potenciais em termos sociais, económicos e ambientais. Seguidamente são também definidas as medidas de mitigação/adaptação de gestão do risco. Os Planos de Gestão dos Riscos de Inundações (PGRI) são o instrumento a nível nacional que integra os pressupostos da Diretiva Inundações anteriormente referida e foram identificadas a nível nacional 71 Áreas de Risco Potencial Significativo de Inundação APA (2020), atualmente foram atualizadas para 63 áreas críticas. Existindo nestas áreas mais de 100 mil habitantes potencialmente afetados. A urgência do ordenamento territorial está também vertida neste instrumento de gestão. A população mais pobre é também aquela que vive em áreas mais vulnerá- veis à ocorrência de desastres naturais e por isso é a população com maior dificuldade em recuperar dos eventos danosos. O ganho médio mensal dos trabalhadores portugueses em 2020 era de 1247 EUR (INE). Por exemplo, segundo a base de dados Disaster, ocorreram em 5 Concelhos do Norte de Portugal (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Resende, Penafiel e Marco de Canaveses) mais de 70 vítimas e mais de 1000 desalojados (devido a inundações). Em alguns locais o número de ocorrências anuais tem vindo a aumentar desde 1950 até a atualidade, como é o caso do concelho de Marco de Canaveses. Por outro lado, no ano de 2019, o rendimento médio mensal da população nestas localida- des era inferior ao da média nacional (Alijó 921 EUR , Carrazeda de Ansiães 860 EUR, Resende 803 EUR, Penafiel 975 EUR, Marco de Canaveses 886 EUR, Pordata), fator que pode aumentar a vulnerabilidade e diminuir a resiliência e consequente recuperação destas populações face a eventos extremos. O envelhecimento demográfico característico destes territórios é um fator relevante, pois a população com mobilidade reduzida requer um processo de evacuação mais complexo. A preparação consiste em informar a população potencialmente afetada de como agir em situação de desastre, ou seja, em caso de emergência. Por estas razões é de importân- cia adicional aumentar o grau de preparação destas e de outras populações para a ocorrência de eventos extremos, nomeadamente para o risco de cheias e inundações.

Bruno Carmo

Doutorando em Território, Risco e Políticas Públicas

Condenado e Presidente

A América tem finalmente um Presidente eleito que é um criminoso já condenado e com muitos processos em andamento que o podem condenar e até levar à prisão. Se não tivesse sido eleito, certamente iria agora diretamente cumprir pena pelos crimes de que é acusado. A condução do assalto ao Capitólio como protesto da derrota que sofreu para Biden, é talvez o processo mais importante e que o irá condenar mais tarde ou mais cedo. Um rol imenso de crimes e acusações contra ele bastam para o rotular e esperar uma condenação severa. Será a primeira vez que um Presidente americano é condenado, mas há sempre uma primeira vez. A vitória republicana não seria nada de especial se não fosse protagonizada por uma pessoa que já conhecemos e que não deixou saudades. Contudo, muitos hoje, referem que se ele se tivesse mantido no governo da América, o mundo hoje estaria melhor. Estaria? Putin gostou da vitória de Trump. Diz que está disposto a encontrar-se com ele e a discutir a paz da Ucrânia e a voltar ao tempo da confiança com o Ocidente e com os países europeus. Será? Entretanto é aliado do Irão, da Coreia do Norte e da China. Ele fez grandes promessas durante a campanha e uma delas é que acabaria com a guerra da Ucrânia de um dia para o outro, mas não disse qual seria o dia. Mais amigo de Putin do que de Xi, talvez chegue a um acordo sobre essa tão desejada paz, mas Zelensky terá certamente a última palavra. Aliás, esta vontade de Putin chegar a uma paz, seja ela qual for, só põe mais a claro as dificuldades que a Rússia enfrenta em termos globais, seja de armamento ou de soldados. Já foi preciso recrutar imberbes da Coreia do Norte para colmatar as falhas. Enfim! E dizer que quer que as relações com o ocidente e com a União Europeia voltem à normalidade com confiança de parte a parte, é igualmente prova disso mesmo. Resta saber o que é que ele vai querer em troca. Victor Órban é outro presidente que queria que Trump tivesse ganho há quatro anos. Diz que não teria havido guerra na Ucrânia e que a Europa estaria mais forte e segura. Acrescenta que a América seria mais forte economicamente e Trump teria cumprido os acordos assinados. Quais? Ele até saiu do Acordo de Paris e talvez queira agora acabar com a NATO. E ainda não sabemos o que vai na ca- beça dele a esse respeito. A verdade é que os pretensos ditadores se juntam e comungam das mesmas ideias. Com a vitória de Trump, talvez a China não se movimente contra Taiwan, já que pode enfrentar um escudo que a impede de chegar ao Pacífico, desde o Japão, Indonésia, Taiwan, Coreia do Sul e Austrália onde existem bases americanas. Talvez Taiwan continue a salvo de uma invasão da China. Mas fica no ar o acordo que Putin fez com Xi e com o líder da Coreia do Norte. Como vai descalçar a bota? Isto é francamente o saldo mais positivo da vitória de Trump. Na verdade, a América não quer guerra com ninguém, mas não vai deixar para outros a liderança da política mundial. Do mesmo modo, os outros líderes também não pretendem a guerra. Talvez Israel seja exceção. Com a vontade de se afirmar e conquistar território, deixa para segundo lugar a destruição, os mortos que ficam pelo caminho e o genocídio que leva a cabo em Gaza, sem razão alguma que não seja essa mesma. Mas também Netanyahu espera de Trump o maior apoio nesta guerra que não é americana e onde todos têm a perder. Só Netanyahu espera ganhar. Assim, Trump tem pela frente uma série de problemas que terá de resolver o mais rapidamente possível, se conseguir. Tem pelo menos a facilidade de ter ganho em todas as frentes e nada o impedir de tomar decisões e alterar inclusive, leis do anterior executivo. Perigoso, muito perigoso. Sem ninguém para o controlar, imprevisível e até contraditório como é, pode pôr em perigo a estabilidade do planeta e levar a uma terceira guerra mundial. Se a guerra da Ucrânia não parar e a Rússia continuar a entrar pela Ucrânia dentro, se Trump retirar o apoio à NATO e à Europa, nada impede Putin de querer refazer o antigo território da Federação Russa, o que leva ao facto de haver três países satélites da Rússia que pertencem à União Europeia. Como vai a Europa defender esses países que pertencem à UE e à Nato? Onde estão as tropas europeias? A Europa só agora acordou para esse facto. Nunca se pretendeu construir um exército europeu que defendesse a Europa de qualquer ataque, porque nunca se imaginou que isso fosse necessário, mas pelos visto é. A Europa precisa de garantir a própria segurança. Demasiado tarde, talvez. Ninguém quer a guerra, mas certo é que ela ronda a Europa, o Médio Oriente e até a Ásia. Assustador. Os americanos têm agora o presidente que escolheram democraticamente. Bom para uns, mau para outros, a ele cabe resolver os grandes problemas que existem den- tro da América e fora dela, especialmente os que a ela se ligam diretamente. A América não é uma ilha. Precisa de todos e todos precisam dela em termos de segurança e em termos económicos e sociais. Curiosamente, cabe a um condenado e criminoso, resolver as equações que estão em cima da mesa. Não é fácil, mas se as resolver, ficará para a História com uma página bem menos negra.