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Notícias Região

O Grupo Desportivo de Bragança (GDB) iniciou, finalmente, a fase de preparação para a nova época desportiva na III Divisão Série A. Tal como foi anunciado na última Assembleia-Geral do clube, o Desportivo passará a competir de forma amadora, treinando em horário pós laboral e com cortes salariais bastante altos.
Como todos sabem, a câmara municipal de Lisboa foi objecto de eleições intercalares, este fim-de-semana e, a partir do número de listas e candidatos, as mais concorridas de que há memória, pelo menos neste campo. Realmente, com uma abstenção superior a 60%, também não se pode esperar muito! No entanto, a grande questão que se põe é esta: quem ganhou a câmara de Lisboa? E porquê se faz esta pergunta? Na verdade, ela seria desnecessária se tudo fosse muito claro, mas não é. Ou se calhar, até é, mas numa perspectiva diferente de análise.
Bernardette Moras, natural da aldeia de Barcel, no concelho de Mirandela, alcançou o sonho de ser cantora aos 34 anos, altura em que conseguiu subir ao palco no Luxemburgo e encantar centenas de emigrantes. O primeiro CD, intitulado “Só tenho olhos para ti”, foi lançado em Março do ano passado, altura em que a cantora transmontano deu os primeiros passos para abraçar uma carreira ligada à música e aos espectáculos. Apesar de já ter pisado alguns palcos na região, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e na sua terra natal, Bernardette afirma que gostaria de ter oportunidade de realizar mais espectáculos em Portugal.
Donzília Martins apresentou, no Auditório do Centro Cultural de Murça, o livro de contos “Um País na Janela do Meu Nome. A obra, inspirada em antigas vivências de infância da escritora no concelho de Murça, fala das senhoras Marquinhas, os “saltimbancos” na altura das festas, entre outros aspectos que caracterizavam o quotidiano rural de Murça.
Um dos meus alter-egos de referência chama-se Vladimir Nabokov, o extraordinário autor de Lolita. As suas lições de literatura ensinam-me, todos os seus textos me deslumbram. Afirma ele: “Como artista e professor prefiro o pormenor específico à generalização, as imagens às ideias, os factos obscuros aos símbolos claros, e o fruto selvagem que descubro à compota sintética.” Há uns dias vinha de Bilbau no teco-teco da Portugália, quando me pareceu estar a sobrevoar Lagarelhos, veio-me à imagem a Senhora Aurora, do Barracão das Latas, agora só Barracão. O efeito Nabokov devolveu-me silentes imagens daquela Senhora de sorriso doce, reservada, muito metida com ela enquanto atendia os clientes. Durante muito tempo ela percebeu a relação de amor-ódio que eu nutria em relação ao Barracão.
Do imenso rol de personagens criadas por Gil Vicente, consta um bom moço, de seu nome Pêro Marques, que é suficientemente ingénuo para criar espanto e provocar desespero nos sistemas neuro-mentais alheios. Disposto a conquistar a estouvada Inês Pereira, dirige-se a casa da afoita donzela, onde esta, algures entre a troça e a impaciência, vai revirando os olhos de pasmo perante a ignorância do pretendente. É que, desconhecendo a principal função de uma vulgar cadeira, o honesto mas simplório Pêro Marques senta-se de costas voltadas para Inês e sua mãe, dizendo, confuso e atarantado: - Eu cuido que não estou bem...
91 Aqueilha nuite stubo el detenido I un cacho a soutordie, quando ourdenou Para tornar al Rei; mas ampedido Fui puls guardas que habie, i nun passou. Oufrece-le l Gentiu outro partido, Que de sou Rei castigo arrecelou Se sabe esta maldade, i saberie Debrebe, se eilhi mais l detenie. 92 Diç-le que benir mande la fazienda Bendible que traie, toda pa tierra, Para que, debagar, se troque i benda; Que, quien nun quier comércio, busca guerra. Cumo que ls malos perpósitos antenda L Gama, que l danhado peito ancerra Cunsinte, porque sabe de berdade Que compra cun fazienda lhibardade.
Nun speraba por essa besita l outro die! Percisei de ir a la çpensa de casa, custruída ne l ampeço de ls anhos trinta de l seclo passado por un ampreiteiro – que chegou a ser tamien l duonho -, eimigrante eitaliano, que se anstalou nesta region de l Sul de la França (cumo nós…), naqueilhes anhos negros an que habie cunquistado l poder esse ditador que era Mussolini… La çpensa ye cumo un grande almairo que queda mesmo al lhado de la cozina adonde arrecadamos mil i ua cousa i que, stando nun lugar abrigado de l sol i de l friu, fresco i sien ser abafado, sirbe tamien de reserba para alimentos (uns até pertueses – cumo outros que an tiempos pula cierta éran eitalianos - chouriços, freijones, garbanços, azeitunas i queisos que questumamos siempre traier de las nuossas biaiges até Sendin i las outras tierras de Miranda) i mais outras cousas inda que mos poderien ajudar, caso aparecisse outra guerra – nunca se sabe! -, a subrebibir cun l que tenemos i que mos dá tamien la nuossa huorta aqui an França…
O Espaço História & Arte abriu as portas ao público no passado dia 24 na cidade de Bragança. Trata-se de um local reservado ao turismo, com uma vertente histórica e cultural da região nordestina, com especial enfoque nas visitas guiadas e ateliers de artes. A divulgação das obras dos artistas contemporâneos da região é outro dos propósitos da instituição.