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Notícias Região

Todo mundo sabe l que quier dezir “tirar l pan de la boca para le dar als filhos”. La spresson nun ye de felcidade, quier dezir que las cousas nun stan bien. Ne l sou sentido mais grande, i s’acauso fur, passar fame para se l dar als filhos. Que un pai i ua mai stan çpuostos a todo. Ls pais fázen todo esso i muito mais por mor de ls filhos, i quantas bezes stá bien arriba de las sues fuorças, por causa de las abarezas de l tiempo i de l mundo.
78 «Nun canses, que me cansas! I se quieres Scapar-te, pa que nun puoda topar-te, Mie bintura ye tal que, inda que speres, Fazerá que nun puoda you garrar-te. Spera; quiero ber, se tu quejires, Que sutil modo busca de scapar-te; I berás, na fin deste sucesso, Tra la spica e la man qual muro he messo.
O que sempre me fascinou foi observar, ver, perscrutar, apreender lendo o rosto das pessoas, seguindo os seus gestos, trejeitos e inclinações. Aprender e reaprender através destes exercícios não é tarefa fácil, além de correr riscos ao criticar ou corrigir severamente comportamentos estribados na preguiça, no deixa andar, naquilo a que Salgueiro Maia apodava de nacional-porreirismo. Por ocasião da passagem de ano, fosse no lar austero e genuíno de Lagarelhos ou nos lugares-comuns de Bragança, sempre prometi a mim mesmo novo comportamento sustentado pela ocultação de sentimentos e opiniões, pois a consonância e convergência redundavam em lucro mais ou menos fácil.
Ao longo dos séculos, as figuras pagãs dos rituais de solstício de Inverno têm sido vividas com bastante intensidade no Nordeste trasmontano. Os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro e Vinhais são alguns destinos mais procurados por quem pretende partir à descoberta destes ritos de iniciação e fertilidade, numa espécie de turismo cultural e mitológico.
Logo pela manhã, saem à rua dois casais singulares. De um lado está o Soldado e a Sécia e do outro um par de Velhos, todos mascarados e vestidos a preceito. Esta é a tradição que marca o dia de Natal na freguesia de Bruçó, no concelho de Mogadouro. Com estas figuras pagãs, cuja origem se perde nos tempos, começa a função cénica.
Com um pé na igreja e os olhos postos na mesa cerimonial, os máscaros de Ousilhão (Vinhais) espreitavam a coroação do novo “Rei” e “Vassais”. Aconteceu no passado dia 26 de Dezembro, dando por cumprida uma das mais emblemáticas tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro: a Festa de Santo Estêvão. Enquanto se distribuía o pão bento ao som da caixa e gaitas de foles, o pároco Telmo Afonso oficializava a parte cristã duma cerimónia carregada de rituais pagãos.
Está patente na galeria de exposições do Centro Cultural Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, a exposição “Festas de Inverno em Trás-os-Montes”. Trata-se de uma mostra de pintura da autoria de Luís Canotilho que aborda a temática das Festividades do Ciclo de Inverno em Trás-os-Montes.
As principais unidades e cooperativas de Trás-os-Montes já transformaram mais de 8 milhões de quilos de azeitona, que renderam mais de 1,2 milhões de litros de azeite. Nas últimas semanas da campanha olivícola 2007/2008, a Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) verificou uma redução nos rendimentos médios, que se situam nos 15 por cento em toda a região. Em relação à acidez, os valores rondam os 0,3 por cento, pelo que se pode considerar um nível bastante aceitável.
À luz da candeia, a população de Romariz, no concelho de Vinhais, reuniu-se na casota de Santo Antão, no passado dia 22, para reviver mais um serão tradicional do Mundo Rural. As tradições estão enraizadas no quotidiano destas gentes, que contaram histórias, entoaram lendas e até recordaram algumas rezas, que, outrora, serviam para curar pessoas e animais ou, simplesmente, para espantar o mal.