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Rei coroado em Ousilhão

Qua, 02/01/2008 - 10:53


Com um pé na igreja e os olhos postos na mesa cerimonial, os máscaros de Ousilhão (Vinhais) espreitavam a coroação do novo “Rei” e “Vassais”. Aconteceu no passado dia 26 de Dezembro, dando por cumprida uma das mais emblemáticas tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro: a Festa de Santo Estêvão. Enquanto se distribuía o pão bento ao som da caixa e gaitas de foles, o pároco Telmo Afonso oficializava a parte cristã duma cerimónia carregada de rituais pagãos.

Vestidos a rigor com fitas coloridas de pano e papel, a coroa e a vara em representação simbólica da autoridade, o Rei e os Vassais dão um cariz solene às festividades em honra de Santo Estêvão.
Noutros tempos, a festa era organizada por aquele “monarca”, eleito pela população da aldeia, mas hoje é preparada pelos “Mordomos”, um grupo de quatro rapazes que percorre a aldeia para que nada falte na Festa de Santo Estêvão. Tal como habitual, a animação começa logo na noite anterior, com a realização das tradicionais galhofas. É aqui que se come, bebe, dança e convive até altas horas da madrugada, antecipando a arruada da manhã seguinte.
Para tornar a festa possível, durante o dia os mordomos percorrem os bairros de toda a aldeia, executando à porta de cada casa uma dança tradicional ao som da gaita-de-foles. Com lenços coloridos sobre os ombros e uma fita de seda na copa do chapéu pendendo tal como o lenço pelas costas, dançam e tocam castanholas, fazendo lembrar os pauliteiros.
Os “máscaros”, por seu turno, deambulam por todo o lado em vários grupos e em grande número, sendo eles os protagonistas mais simpáticos e coloridos de toda a festividade.
Além das galhofas e das correrias do mascarado, outros dos pontos altos da festa é o arremate da mesa, em que os populares medem forças para ver quem dá mais.