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Foi um jogo muito pobre, com as duas equipas a jogarem a monte e a não aproveitarem as faixas laterais para atacar e dar um bom espectáculo a um público animado, que puxou sempre pela equipa da casa. Saíram todos descontentes e, apenas, o golo os levou a fazerem a festa.

Um Vinhais de luxo apresentou-se no seu Estádio com a intenção de ganhar o jogo, mas acabou por empatar.
Foram dois pontos perdidos que acabam por desanimar o Vinhais.
Durante 25” do primeiro período, o jogo só teve a direcção da baliza de Zé Manuel do Planalto e o golo apareceu por Tiago I.
O intervalo era o que queria o treinador da equipa visitante para poder melhorar algumas situações pouco claras dos seus jogadores.

O “derbizinho” foi jogado como gente grande e pautado pela pressão de não perder. Os locais trabalharam para atingirem o melhor somatório possível e os forasteiros para continuarem ainda a sonhar. Com o primeiro golo, o jogo abriu-se mais, proporcionando uma fase final mais interessante.

O público presente nesta partida, a maioria afecto aos jogadores, não perdeu o seu tempo. A primeira parte foi dominada pelos bracarenses, mas, com os canarinhos a dar luta e a aguentarem 40” com o marcador em branco. Na 2ª parte, o jogo mudou de feição.

O GD Moncorvo está a quatro pontos dos lugares que garantem a manutenção.
Esta época não tem corrido bem, mas, mesmo assim, o técnico aposta na sua juventude. A turma local conseguiu a sua segunda vitória ao vencer por 2-1, mas depois de uma primeira parte muito equilibrada, o Moncorvo pegou no jogo.

Com o desenrolar da competição, o Morais dá sinais de uma nova abordagem no Nacional da 3ª divisão.
Pelo futebol praticado, igualdade na posse de bola e nas oportunidades que se vão criando, revela-se uma equipa que já merece o máximo respeito.

Pela quantidade de cartões amarelos viu-se bem a aflição da equipa da casa em manter o marcador a seu favor.
Foram 7” de autêntico assédio dos bragançanos à procura do empate, que não foi possível. Seria o resultado mais justo, mas o Bragança na 2ªParte viu-se a perder por 2-0 e quando foi atrás do prejuízo já era tarde.

Excelente propaganda da modalidade num jogo que foi um hino ao futebol bem jogado, onde imperou a correcção e cultura táctica.
Apesar de não ser decisivo, este jogo era de extrema importância para ambas as equipas que vinham de uma derrota e precisavam de recuperar o ânimo para conseguirem o máximo de pontos.

Todos os dias faço uma caminhada de nove quilómetros a modos de expiação do pecado da gula, na terça-feira passada, enquanto calcorreava a estrada toca o telemóvel, do outro lado estava Roberto Afonso da Câmara de Vinhais, após os cumprimentos dá-me conta das andanças de Mário Robalo jornalista do Expresso, na procura de descendentes ou parentes de Manuel Buiça, o Buiça actor principal do drama conhecido como Regicídio.
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