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Campos Monteiro

O último fim de semana de maio,apesar de aliviante desconfinamento, surpreenedeu-me com uma notícia chocante e inacreditável: o busto do escritor moncorvense Abílio Adriano de Campos Monteiro tinha sido derrubado! No largo com o seu nome e no lugar onde honrados e gratos moncorvenses fizeram erguer uma justa homenagem ao grande vulto literário estava agora um montão de escombros “protegidos” por amarelas grades metálicas. Fiquei incrédulo e chocado! Era difícil acreditar no que me era mostrado. Resisti à tentação visceral de protestar, vociferando, à boa maneira transmontana, contra quem pudessem ter estado na origem de tal ato criminoso e lesivo, não só da memória do escritor, mas também da boa-fé de todos os que lhe reconhecem o inestimável contributo para cultura nordestina. Não podia ser o que parecia. Tinha de haver uma explicação razoável... ou então, de imediato, mãos diligentes haveriam de refazer o que, insensatamente fora mandado desfazer! Estava esperançado que a reunião de Câmara da segunda-feira seguinte, dia 1 de junho, iria esclarecer a situação e os seus fundamentos legais. O Castelo de Torre de Moncorvo, onde se insere o monumento em questão foi classificado, por decreto governamental, como imóvel de interesse público em outubro de 1955 de acordo com o que está publicado no PDM em vigor. Como tal está ao abrigo das disposições da Lei de proteção e valorização do património cultural. Nenhuma intervenção, mesmo limitada à conservação e restauro, pode ser efetuada sem autorização da entidade tutelar. Esta haveria de ser exibida na reunião municipal e tudo ficaria esclarecido. Era preciso ter paciência e aguardar. Afinal, de acordo com o testemunho da vereadora Maria de Lurdes Pontes, publicado e não desmentido, o único documento apresentado foi uma nota de serviço da autoria do Presidente da Câmara! Fiquei ainda mais incrédulo! Não podia ser! Não sei quando ouvi, pela primeira vez, falar de Campos Monteiro. Mas lembro bem a descoberta, no manual de leitura do ciclo preparatório, de um texto maravilhoso transcrito do livro “Ares da Minha Serra” sobre a Rebofa, fenómeno que, felizmente deixou de acontecer. A descrição realista e dramática avivara e recriara a observação recente e traumática das águas lodacentas do Douro a invadirem as canameiras, vinhas e pomares da Vilariça, espalhando o terror e a destruição. Mais recentemente, já como Presidente da Assembleia Municipal, tive o privilégio de propor para aprovação o regulamento que estabeleceu o Prémio Literário Campos Monteiro, dando substância a uma feliz ideia do saudoso moncorvense Rogério Rodrigues. E que, apesar de continuar anunciado na página do município, ao que me informaram, foi suspenso por decisão do Presidente da Câmara, num clamoroso desrespeito pela Câmara a que preside, (autora formal da proposta), pela Assembleia Municipal (que a aprovou), pelo seu patrono (mais uma vez!), por todos os autores, possíveis candidatos e, em resumo, pela cultura! Escrevo este texto esforçando- -me por manter o nível que o respeito pelas instituições municipais do meu concelho me merecem, apesar e independentemente de quem as preside. Não sei se Abílio Adriano Campos Monteiro teria os mesmos pruridos, depois da ofensa que reiteradamente lhe fazem. No fecho desta crónica, não resisto, à tentação de lhe dar a palavra na pessoa de Marcial Jordão, pseudónimo com que escrevia no Jornal de Notícias. Questionado se isto prenunciava o fim do mundo, o repórter tripeiro, provavelmente, haveria de responder, como o fez em novembro de 1919: “... o mundo não acaba ainda. Mesmo porque esse dia seria o dia do juízo, – e juízo é uma coisa que tarde haverá...

Clubes apurados para as Taças Nacionais pedem criação de uma 2ª Divisão nos escalões de formação

Qui, 11/06/2020 - 17:24


Pioneiros de Bragança, em juniores, e CSP Vila Flor, em juvenis, são os representantes da Associação de Futebol de Bragança que também assinaram o documento.  Quanto ao Grupo Desportivo Macedense, em iniciados, segundo apurou o Nordeste, não foi contacto para o efeito.  

Eduardo Gonçalves sobre o Campeonato de Portugal: “Não é justo que grandes investimentos sejam julgados em um ou dois jogos”

Sáb, 06/06/2020 - 16:57


Eduardo Gonçalves considera positivas as alterações que vão ser feitas no Campeonato de Portugal a partir da temporada 2020/2021. O técnico, natural de Bragança, há três anos e meio trabalha na China e pondera voltar a treinar em Portugal.

 

 -Como analisas as alterações que vão ser feitas no Campeonato de Portugal (CP) já na próxima época e a criação da III Liga na temporada 2021/2022?