Mirandela recebe a Final-Four do Inter-Regional de Basquetebol sub-14 feminino
Qua, 18/01/2023 - 12:05
A equipa campeã do Inter-Regional de Basquetebol sub-14 feminino será conhecida no próximo domingo, dia 22, e Mirandela.
Qua, 18/01/2023 - 12:05
A equipa campeã do Inter-Regional de Basquetebol sub-14 feminino será conhecida no próximo domingo, dia 22, e Mirandela.
Ter, 17/01/2023 - 19:48
Nuno Rangel deixou o comando técnico do Grupo Desportivo Mirandês, logo após a derrota por 2-1 com o Carção, no passado domingo.
Ter, 17/01/2023 - 12:49
As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) já deram muita dor de cabeça às câmaras municipais, aos encarregados de educação e aos professores e parece que o problema ainda está longe de ser resolvido em alguns concelhos.
Ter, 17/01/2023 - 12:27
“Se somarmos o Imposto de Selo, mais o IRS, mais o IMT, mais o IMI deve rondar os 200 milhões de euros”, referiu o presidente da Assembleia Municipal de Miranda do Douro.
Ter, 17/01/2023 - 12:26
Umas abrem e outras fecham. Ainda assim, a de Bragança não corre o risco de fechar dia nenhum. Segundo avançou o Ministro da Saúde, de passagem pela região, no fim-de-semana, “no caso das 13 maternidades da região Norte do país, será possível assegurar que todas vão funcionar em pleno”.
Ter, 17/01/2023 - 12:24
Tomou posse na passada quarta-feira, tendo a cerimónia sido presidida pelo Segundo Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, Maurício Simão Tendeiro Raleiras. António Lobo de Carvalho tem 46 anos e é natural da freguesia de Santa Maria Maior, no concelho de Viana do Castelo.
Ter, 17/01/2023 - 12:23
A CIM-TTM assume que, apesar de o documento prever a ligação ferroviária Porto-Bragança, não foi e devia ser contemplada a agregação da Terra de Miranda, o que iria permitir até não se passar pelo Parque Natural de Montesinho e pela Serra da Culebra, e reduzir o tempo de viagem para Madrid em cer
É trivial ouvir-se dizer que os portugueses têm memória curta. Talvez assim seja, porquanto, tudo leva a crer, já poucos se lembrarão dos tempos em que os dinheiros da CEE começaram a inundar Portugal mas a maior parte acabou por ser mal empregue ou levar descaminho. Tempos em que correu na opinião pública a boutade “não comam com os pés”, atribuída a um eminente político socialista de então, que a terá proferido perante uma assembleia de correligionários e outros distintos machuchos. Parodiando, claro está, aqueles fiéis amigos que metem os pés e as mãos na gamela, chafurdando sem maneiras, até que a ração acabe. Mentira ou não a verdade é que tal recomendação, que não era dirigida a nenhuma estimada família canina mas a uma outra desumana raça de cães da democracia, caiu em saco roto, como mais uma vez agora se constata. Os escândalos relativos à utilização indevida e o descaminho de fundos provindos da União, considerando igualmente receitas próprias do Estado arrecadadas com o sacrifício e o suor dos contribuintes, continuam a acontecer às escâncaras e sem cessar. O que explica que Portugal, quando se prepara para comemorar 50 anos de democracia e 38 de adesão à CEE, continue a ser um dos Estados mais pobres, mais corruptos e socialmente mais injustos da União, por mais brilharetes que os actuais governantes, verdadeiros mestres de magia e funambulismo, digam que fazem e dias milagrosos que profetizem. Talvez os portugueses tenham mesmo memória curta. Pessoalmente, porém, estou convencido de que a maioria ainda se lembrará, uns mais amargamente do que outros, é certo, dos três anos de austeridade durante os quais Portugal foi tutelado pela mal-afamada Troika. Recaiu sobre Passos Coelho o odioso de ter sido ele a pôr em prática as medidas acordadas no designado Plano Troika, celebrado em 2011, entre o Estado Português e o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, como condição necessária para o empréstimo de 78 mil milhões de euros que visou, em última análise, vergonha das vergonhas, salvar Portugal da bancarrota. Ainda que ninguém, de boa fé, também se possa dar ao desplante de não atribuir ao rasgo e clareza governativa de Passos Coelho, o mérito do sucesso dessa gigantesca operação de ajuda político- -financeira que a má governação de José Sócrates havia tornado dramaticamente indispensável. Emblemática é a cerimónia de 3 de Maio de 2011, em que o afamado ex-primeiro ministro José Sócrates, tendo a seu lado o envergonhado e comprometido ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, comunicou ao País o estabelecimento desse indigno mas providencial contrato. Também não deixará a maioria dos portugueses de ter presente que o alívio da crise resultante do sucesso do Plano Troika acabou por ser sopro de vida, e de morte, dos governos de António Costa que lhe seguiram. Muito em especial do constituído sob a égide da célebre Geringonça, que ficou irremediavelmente marcado pelo aventureirismo ideológico, político e administrativo e de que a TAP é paradigma. Geringonça que acabou por gerar no próprio ventre a maioria absoluta mais absurda e abortiva de que há memória, que é mãe do governo mais desconchavado e desastroso que imaginar se pode. Mais visível agora quando de novo a UE está a injectar milhões de euros na suspeitosa administração portuguesa e mais uma vez se questiona a transparência e eficácia da sua aplicação, porque o primeiro-ministro António Costa tem limitado a governação a interesses partidários e particulares, varrendo o interesse nacional para debaixo do tapete de Bruxelas. É que os governos de António Costa não são de esquerda nem de direita. São do que lhe dá jeito. Claro que isto tudo só é possível porque o regime político vigente é uma cloaca de incompetências, compadrios, desonestidades e impunidades, o que também explica que os seus principais usufrutuários não o queiram reformar. Ainda que a forma leviana como António Costa tem constituído governos e governado não teria sido possível sem a explicita complacência de Marcelo de Sousa, para quem a política continua a ser um divertimento e a presidência da república uma excentricidade. Leviandade e excentricidade que, até aqui, têm combinado perfeitamente. Daqui para a frente se verá. Amargo e preocupante é constatar que os portugueses estão a viver de novo tempos dramáticos de incerteza, com sérios pronúncios de grave crise económica e social e sem que Portugal tenha governo e oposição à altura. Só assim se compreende que o presidente da república se agarre agora à tábua de salvação da estabilidade política e grite à sacrificada Nação: aguenta que é democrático! Será mesmo que o é? Talvez melhor será ilegalizar o PS para salvar a democracia, e permitir que os muitos e bons socialistas que ainda restam fundem um novo partido. Mas atenção: o PSD que não se fique a rir e se cuide.
Ter, 17/01/2023 - 12:18
Anita Santos, nadadora da Escola de Natação de Bragança, está convocada para representar a selecção regional da Associação de Natação do Nordeste na XXX Taça Vale do Tejo, que se realiza em Abrantes, no próximo sábado, dia 21.
José Gama costumava dizer que o seu sucesso político se devia à sua arte e engenho de pegar num fósforo aceso e fazê-lo brilhar como um canhão. Desconte-se o exagero característico dos políticos e a trajetória do autarca nordestino justificava tal aforismo. Naquele tempo, no distrito de Bragança, ninguém dominava a arte da comunicação como ele. Sabia construir uma história, facilmente entendível pelo público alvo, acrescentava-lhe um bordão já devidamente estudado e testado e repetia-a até à exaustão. “Há verdades que existem e têm de ser respeitadas, há outras que se constroem e é preciso revelá-las”. Aos que lhe criticavam as “novidades” costumava rotulá-los como sendo do tempo do carro de bois em contraponto consigo próprio que se autointitulava de ser da era do TGV. E tudo lhe corria bem. Porém, é sabido, não há regra sem exceção! E o ambiente, nessa altura, sobretudo o tratamento dos resíduos sólidos não podia ser tratado como a construção de uma rotunda. Por alguma razão, até aquela data, em Bragança, não havia concelho que não tivesse rotundas, pavilhões, piscinas e terminais de camionagem... mas não havia nenhum aterro sanitário, nem tão-pouco a definição concreta da sua localização, a primeira e mais difícil de todas as etapas necessárias. Obviamente que a sua concretização, apesar de não haver ainda uma consciência ambiental parecida com a de hoje, seria um feito assinalável que caía como mel na sopa, ao autarca mirandelense, numa altura em que sonhava já com novos voos. Porém, a morosidade do processo não se compaginava com o “timing” das suas ambições. O verdadeiro feito seria a inauguração do equipamento, mas como não tinha tempo para esperar resolveu, imprudentemente, fazer da escolha do local de implantação, um “acontecimento mediático nacional” e resolveu convidar a televisão para o terreno para, em direto (outro erro crasso!) fazer o anúncio do arranque da obra. Para piorar, soube-se depois, tinha telefonado ao Primeiro Ministro de então, chamando- -lhe a atenção para a reportagem da recém-inaugurada delegação da RTP de Bragança. Uma pequena, mas aguerrida e ruidosa manifestação destruiu o efeito pretendido. Gama sentiu-se humilhado e ficou furioso. Obviamente que a culpa, não podendo ser sua, caiu-me em cima, apesar de ter ignorado os avisos que lhe fiz, no próprio dia sobre o risco elevado da sessão por causa do que então já se sabia. O projeto ficou ferido de morte e podia ter terminado ali! Tal como sabia fazer brilhar como um canhão, um simples fósforo, José Gama sabia bem que havia fogos cujo brilho, por ser prejudicial para a sua imagem, era melhor escondê-los, colocá-los debaixo de um alqueire por antítese ao que é recomendado pelo Evangelho (São Mateus 5:13) que Gama bem conhecia. A missão da Associação de Municípios, estava em risco, apesar de, entretanto, ter lançado o projeto MATER de modernização administrativa e informática das Câmaras associadas. Nesse tempo eu ainda presidia à Comissão Política do PSD de Moncorvo e, nessa qualidade, na disputada e “dramática” reunião distrital para indicação dos candidatos, propus e defendi, aguerridamente, o nome de José Gama para liderar a lista distrital para a Assembleia da República. Mais por causa do nome em si, do que da minha intervenção, a proposta foi aprovada por unanimidade. Em boa hora. As eleições de 1995 haveriam de trazer, para o palco ambiental do nordeste e que seriam decisivos na retoma da iniciativa que seria concluída, com sucesso, em 1997, dois outros Josés, de que falaremos na próxima crónica, a saber José Silvano e José Sócrates.