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Foi um jogo muito correcto, em que não houve qualquer cartão, com o Morais a jogar de igual para igual, apesar de perder por 5-0. Os transmontanos procuraram o golo, motivo que levou os minhotos a aproveitarem as falhas de marcação da equipa de Gilberto Gomes.

O jogo era importante para as duas equipas, com os minhotos a não poderem perder para não se atrasarem na luta pelo 6º lugar. O mesmo tinha que fazer o Macedo, que entrou disposto a resolver a partida. Assim, dominou nos primeiros minutos e utilizou sempre a velocidade de Pires, até chegar ao golo, perto da meia hora, fruto de uma grande penalidade. José Coelho deu ordens com o apito para Pipoca marcar o 1-0 e deixar mais tranquilos os donos da casa.

Foi um derby equilibrado, bem disputado e com tudo o que é preciso para ser falado durante muito tempo.
Na primeira metade, viu-se a supremacia local que, com uma entrada forte, podia ter averbado uma tranquila vantagem no quarto de hora inicial.
Já a segunda metade ficou marcada pela liderança forasteira, que conseguiu alcançar uma reviravolta mercê de uma disposição táctica arriscada.
Ambas as equipas estiveram em vantagem e podiam ter resolvido o jogo a seu favor, embora o empate fosse o resultado mais justo.

O presidente da Câmara Municipal de Murça, João Teixeira, foi eleito, no passado dia 8, presidente da Union des Terres de Rivières, uma associação que pretende valorizar os rios europeus.
Assim, o edil transmontano vai liderar uma união de 27 municípios de 11 países, durante os próximos dois anos.
Portugal é representado pela Associação Douro Histórico, pela CoraNE- Associação para o Desenvolvimento da Raia Nordestina, e por duas associações de desenvolvimento de Santa Comba Dão e Leiria.

Pula madrugada, apuis de miu pai ounhir la junta i la poner al carro cargado de sacos de trigo, fui-se a la mie cama i spertou-me.
- Bamos-mos, que hai muito camino a andar.
Sgodei ls uolhos para çpegar daqueilha sonheira morrinhenta tan saborosa para mi, que siempre me gustou drumir las madrugadas. La nuite staba frie por bias dua araige arrepassadica de baixo. Yá na rue, l cielo eili por riba de la mie cabeça manteniesse spargido de streilhas.
- Bamos al celheiro, tornou miu pai, s’acauso nun habisse oubido. Bás cumigo nun seia causo que me fagas falta para tocar las bacas.

Canto X
18
Bolberá la beç sétima (cantaba)
Lhuitar cul nun bencido i fuorte Luso,
A quien nanhun trabalho nada agraba;
Mas este l ponerá solo confuso.
I trai pa la batalha, hourrible i braba,
Maquinaige de palos fuora de uso,
Para abaixo botar las carabelas,
Que até ‘lhi fura ambalde arremeté-las.

Aguanto l que nun quiero
Sien dreito a reclamar
Porque l que nós queremos
Nun stá pra mos aturar.
Nun adelantramos reclamar
Aguanta-se si senhor
Pus se nun aguantamos
Talbeç seia bien pior.

Após um período de mais de dois anos sob a suspensão do estacionamento pago nas ruas da cidade de Bragança, eis que a mesma medida foi restabelecida no passado mês de Janeiro, com a re – introdução do funcionamento dos discutíveis parquímetros; tendo causado, pelo “efeito surpresa”, alguma indignação a centenas de bragançanos, principalmente aqueles que foram multados por não terem procedido à colocação da moeda na ranhura das maquinetas.
Tanto quanto julgo saber, a autarquia deu conhecimento desta intenção aos munícipes, através das mais diversas formas, desde o anúncio nas rádios e nos jornais locais, à colocação de panfletos informativos, durante um mês, nos pára – brisas dos carros estacionados nas ruas da cidade, onde estas máquinas foram implantadas.

Na semana passada estive no Porto e com um amigo jantei na Alfândega, porque naquela enorme nave principiava uma festa de comeres nordestinos, melhor dito – uma exercitação culinária – entregue aos restaurantes Académico, Duque, Geadas e Dom Roberto. Logo à entrada, em lugar saliente, estava uma banca com este jornal e um espaço de venda de livros relacionados com Trás-os-Montes. Adquiri três livros e enquanto esperava por umas trutas de escabeche fui folheando o “Ciclo do Pão”, trabalho rigoroso do sempre lembrado Cónego Belarmino Afonso.
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