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Cultura em desconfinamento

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Qua, 20/05/2020 - 09:23


Museus reabriram dia 18 de Maio, no seu dia internacional

Os museus, monumentos, galerias de arte, palácios e similares voltaram, ontem, a abrir ao público, no âmbito do programa de desconfinamento, aprovado pelo Governo no final do mês passado. Depois de terem encerrado no dia 14 de Março, a reabertura destes espaços, que se deu em pleno Dia Internacional dos Museus, foi marcada por normas de higiene e segurança.

O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, foi um dos espaços que, volvidos dois meses, voltou a abrir as portas para receber público. Segundo o seu director, Amândio Felício, manteve-se, ao longo do período de confinamento, alguma actividade através das redes sociais, por forma a estar mais próximo das pessoas, mas, ainda assim, “para um museu, este período de encerramento, é uma verdadeira tragédia” por causa da “incapacidade de comunicar” e por ficar comprometido o trabalho para o qual vive, estar “ao serviço da comunidade”. Apesar das limitações, que impediram que a data que celebra os museus fosse festejada noutros termos, Amândio Felício confessa ser uma “grande alegria” estar de volta. “É um sabor, ao mesmo tempo, doce e amargo”, confessou.

Segundo as “Medidas, Orientações e Recomendações”, que preveem um regresso seguro ao património cultural, o acesso a este tipo de instalações deverá ser feito seguindo várias normas, implementadas através do Plano Sanitário de Prevenção de Riscos, gerido pelo Grupo Interno de Acompanhamento de Retoma. Pede-se assim que haja o distanciamento físico de dois metros, caso as pessoas não sejam coabitantes, frequente higienização dos espaços e das mãos, obrigatoriedade do uso de máscara e, sempre que possível, nestes espaços que agora reabriram, deve dar-se preferência ao reforço da ventilação natural, desligando-se os sistemas de climatização. No museu brigantino também há limitações no que toca às visitas guiadas, que agora se cingem a um grupo de nove pessoas, no máximo. A interacção com os alunos do distrito também fica interrompida já que a visitação de grupos de estudantes, que era habitual, está, para já, suspensa. Apesar de todas as medidas e recomendações, Amândio Felício diz-se convencido de que se todos forem “rigorosos” na forma de cumprir as indicações, poder-se-á, a breve trecho, voltar a receber gente com “segurança”, como até há pouco tempo acontecia. Para já, ainda que a situação seja o que se conhece, “o museu vai poder continuar a cumprir a sua missão”.

No Museu do Abade de Baçal, tal como vem sendo tradição em todos os espaços da Direcção-Geral do Património Cultural, a entrada, ontem, para celebrar o Dia Internacional dos Museus, foi gratuita. Por agora, o museu reabriu com a exposição permanente e com a rotatividade de algumas peças das reservas na sua sala de exposições temporárias. Este período, que “é um pouco ingrato” para realizar exposições de componente externa, servirá para reorganizar o calendário de actividades, que “estava praticamente fechado até ao fim deste ano”, tentando que nada do que estava previsto fique para trás, finalizou o director do museu que agora está limitado à visitação de 15 pessoas em simultâneo.

Jornalista: 
Carina Alves