CIM condena encerramento do Centro de Distribuição Postal em Vinhais

Ter, 05/11/2019 - 12:17


A Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes manifestou a sua total solidariedade e concordância para com a posição pública assumida pela Câmara Municipal de Vinhais relativamente ao encerramento do Centro de Distribuição Postal local e vai transmitir esta posição às entidades competentes, nomeadamente primeiro-ministro, ministro das Infraestruturas, ANACOM e CTT de Portugal.

A CIM entende que esta “política centralizadora” da empresa CTT de Portugal, “desrespeita as necessidades e interesses da população do concelho de Vinhais” e “colide com a prestação de um serviço público de proximidade a que a empresa está obrigada por lei”. Os autarcas dos nove concelhos que integram a CIM das Terras de Trás-os-Montes consideram ainda que esta medida “coloca em causa a qualidade dos serviços”. “Esta reorganização por parte dos CTT relativamente à distribuição do correio é uma situação que nos preocupa, porque ficamos sem estes serviços em cada um dos concelhos, agora tocou a Vinhais, já aconteceu em Vimioso e prejudica as populações”, considera o presidente da CIM TTM, Artur Nunes. Por estes motivos, a CIM defende que o encerramento destes serviços “atenta contra a coesão, social económica e territorial” e alerta para o facto de que “com políticas deste género se está a contribuir para o despovoamento das zonas de interior”. “Os CTT argumentam que há um melhor serviço prestado, mas nós não concordamos, temos muitas reclamações por parte das populações relação ao serviço de distribuição e estamos a solidariza-nos com Vinhais porque isto prejudica os nossos concelhos”, reforça o autarca. Em linha com a posição da Câmara Municipal de Vinhais, que tinha aprovado em reunião de câmara uma moção de repúdio pelo encerramento, o Conselho Intermunicipal da CIM das Terras de Trás-os-Montes reforçou, perante as entidades competentes, “a necessidade de os CTT cumprirem as obrigações de serviço público” e defendeu a “manutenção de serviços de proximidade, que contribuam não só para a permanência dos profissionais da empresa no concelho como para a fixação de pessoas”. O serviço encerrou em Vinhais em Setembro e foi centralizado em Bragança, o que obriga os carteiros responsáveis pela distribuição postal no concelho vinhaense a percorrer mais quilómetros diariamente.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro