Ninguém gosta de histórias de amor perfeitas. Ficaram juntos, no mínimo, mil anos, tiveram um rebanho de filhos e netos, ele nunca olhou para o rabo da vizinha, ela sempre lhe foi devota, morreram à mesma hora para que nenhum penasse, fim. O que vem a ser isto? Não. Isto não serve.
Opinião

Há quarenta anos, altura em que co- mecei a demandar, com alguma regularidade, o Planalto, para ir de Moncorvo a Mogadouro, tinha de se passar por Carviçais e ainda bem.

O lapuz latagão enfiava as botas ensebadas no pó levantando-o na direcção dos pares dançantes idos da cidade à festa na aldeia (sem terem visto o filme do Sr. Hulot) porque as raparigas dançavam a precei- to ao som do conjunto António Mafra e não descriminavam os citadinos.

Cadeiras de praia e biquínis nas montras, publicidades sobre mares e praias mais do que azuis e longínquos, embarcações para Cítara, librarias ornadas para as leituras de verão. As férias estão aí novamente. Cuidado com a partida, com o voo!

Dizia-me um amigo há dias que estava cansado de ouvir sempre as mesmas notícias e tem razão. Quase todos os dias deixamos escapar um estou cansado num momento qualquer em que de facto somos invadidos por um cansaço que advém do que fizemos até aquele momento.

A seca que afecta todo o território nacional é particularmente deprimente e revoltante em Trás-os-Montes porquanto muitos são os rios, os ribeiros e as ribeiras que, no presente, inutilmente retalham a região.


No dia 10 de Junho, nos tempos da Bufa (entenda-se Mocidade Portuguesa), causava-me espanto as tragladanças dos rapazes e raparigas da organização, cujas fardas cor de caca nazi, em particular do estilo desengonçado, enérgico, resoluto do José Carlos Cadavez, ora a viver no Ribatejo profundo após

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