Prevenção do suicídio: Peça ajuda!

O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio assinala-se anualmente a 10 de setembro. Esta data foi instituída, em 2003, pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o objetivo de prevenir o ato do suicídio, através da adoção de estratégias espe

07 set. 2021, 10:39

Segundo um relatório divulgado pela OMS, o suicídio é responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano, mais do que o cancro da mama, a malária, a guerra ou os homicídios, sendo uma das principais causas de morte de adolescentes e adultos até aos 29 anos.

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Em todas as idades, a taxa de suicídio é maior nos homens do que nas mulheres e pode manifestar-se em qualquer fase do ciclo de vida. Assim sendo, é importante perceber quais os principais fatores de risco associados ao comportamento suicidário:

- Género e estado civil;

- Idade (aumento a partir da puberdade);

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- Hereditariedade e neuroquímica:

- Doença mental, comportamentos aditivos;

- Maus-tratos e abuso na infância;

- Estado emocional alterado ou instável (agitação, irritabilidade, descontrolo, agressividade);

- Personalidade (impulsividade, negação, dificuldade de resolução de problemas...);

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- Isolamento sociofamiliar;

- Dificuldades académicas;

- Situação profissional;

- Perda de elos afetivos (rutura relacional, falecimento do cônjuge, filho…);

- Doenças somáticas.

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O que pensa a pessoa suicida?

- Não consigo parar a dor;

- Não consigo pensar;

- Não consigo decidir;

- Não vejo nenhuma saída para a minha vida;

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- Não consigo dormir, comer ou trabalhar;

- Não consigo afastar a tristeza;

- Não consigo ver o futuro sem dor;

- Não valho nada;

- Estou sozinho;

- Não consigo ter o controlo;

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O que sente a pessoa suicida?

- Desespero;

- Desesperança (ex. Não existe solução para o meu problema);

- Baixa autoestima;

- Incapacidade de sair da situação e resolver os problemas;

- Falta de interesse em atividades antes agradáveis;

- Aumento de ansiedade e/ou ataques de pânico;

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- Irritabilidade e agitação;

- Sofrimento profundo.

Existem, também, alguns fatores protetores, que podem ser promovidos para reduzir a vulnerabilidade ao suicídio, como o autoconceito, a autoeficácia, o suporte social e familiar, o envolvimento na comunidade, uma vida social satisfatória e a facilidade de acesso aos serviços de saúde.

A OMS recomenda um reforço das medidas que evitem os suicídios, recordando que são mortes evitáveis. Dá o exemplo de medidas como a restrição no acesso a meios que possibilitem o suicídio, a formação de jovens para os dotar de ferramentas para a vida, a identificação precoce do risco e a interação com os media para uma comunicação responsável sobre suicídio.

Se está a passar por esta situação ou se conhecer alguém que possa estar, procure ajuda, recorrendo à Unidade de Psicologia Clínica da ULS do Nordeste.

Principais mitos e falsas crenças em relação ao suicídio:

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- A pessoa que fala sobre suicídio não fará mal a si própria, quer apenas chamar a atenção.

- O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso.

- Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se.

- Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa está fora de perigo.

- A tendência para o suicídio é sempre hereditária.

- Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre uma perturbação mental.

- Se alguém falar sobre suicídio com outra pessoa está a transmitir a ideia de suicídio a essa pessoa.

- O suicídio só acontece aos outros.

- Após uma tentativa de suicídio a pessoa nunca mais volta a tentar matar-se.

- As crianças não cometem suicídio.

Unidade de Psicologia Clínica da Unidade Local de Saúde do Nordeste

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