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Empreitada que previa a criação de 300 camas para alunos do IPB está atrasada

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Ter, 04/02/2020 - 11:56


Está atrasado o processo de reconversão de edifícios desocupados do Estado em residências de estudantes.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, prometeu, no mês de Outubro, que até ao final de 2019 começariam as obras para criar 80 camas para os estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, sendo que, no total, estavam previstas 300. O projecto insere-se no Plano Nacional de Alojamento, lançado pelo Governo, e tem o propósito de criar, a nível nacional, mais 12 mil camas numa década mas, até agora, as obras previstas não arrancaram. Sobre a questão, Orlando Rodrigues, presidente do IPB, à margem de um seminário internacional no politécnico, explicou que da parte do instituto fez-se o que era possível, identificando os edifícios a reabilitar, mas sem “conhecimento” de quando terá inicío a empreitada. Manuel Heitor, que esteve em Bragança na semana passada, interrogado sobre a questão e o atraso no processo, sublinhou que este “é um plano que não se faz de um dia para o outro”. “É um esforço publico que estamos a fazer”, afirmou. Os edifícios a recuperar são em Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Chaves, cidades onde o politécnico brigantino tem oferta formativa. Segundo o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Sobrinho Teixeira, que acompanhou o ministro na visita, em Bragança identificaram- -se, para possível reabilitação, quatro vivendas da Direcção Regional de Agricultura, com cerca de 20 camas, a antiga residência da Estacada, com outras 40, e aquela que deveria ter sido uma escola de hotelaria, junto ao NERBA, mas que está em esqueleto há 30 anos, que se prevê poder albergar 96 estudantes. Macedo de Cavaleiros terá obras numa antiga residência de estudantes e Mirandela e Chaves em edifícios desocupados do Ministério da Agricultura. Sobrinho Teixeira disse ainda que, por agora, tendo já os edifícios identificados, está a ser feito um estudo de viabilidade económica. “Vai constituir-se um único fundo, para administrar estes quatro empreendimentos que, pela nossa vontade, será entregue ao IPB para fazer gestão directa”, explicou, na perspectiva de que para a semana o resultado seja conhecido. A empreitada, conforme avançou ainda, deve começar até ao fim deste ano lectivo, com um prazo de obra de um ano e três meses. Em Bragança há duas residências de estudantes, com 340 camas, e três edifícios, cedidos pela câmara municipal, com outras 80. Sobrinho Teixeira garante, face ao crescente número de estudantes que chegam ao IPB, que o plano “é incremental”, traduzindo uma “vontade” que passa pela criação de mais alojamento. “Eu gostaria que isto aumentasse. Também analisámos o antigo edifico onde se iniciou o IPB, teria que se encontrar uma solução para a Casa do Professor mas parecer-me-ia um edifício óptimo”, explicou.

Jornalista: 
Carina Alves