PARTIS - (Arte e Inclusão)

No próximo mês de Julho a Fundação Gulbenkian vai lançar mais uma edição do Programa PARTIS (Práticas Artísticas para a Inclusão Social). Este programa pretende promover e valorizar cidadãos socialmente excluídos ou em estado de vulnerabilidade social, recorrendo a práticas artísticas. Nas edições a

29 mai. 2018, 14:31

No próximo mês de Julho a Fundação Gulbenkian vai lançar mais uma edição do Programa PARTIS (Práticas Artísticas para a Inclusão Social). Este programa pretende promover e valorizar cidadãos socialmente excluídos ou em estado de vulnerabilidade social, recorrendo a práticas artísticas. Nas edições anteriores foram vários os projetos apoiados, alguns com relevância pela força que trazem e, sobretudo, pelo meio onde se inserem.

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Nos vários projetos da primeira edição chamam a atenção, entre outros, a Ópera na Prisão que ocupou 50 jovens dos 16 aos 25 anos da prisão escola e estabelecimento prisional de Leiria; Mãos que cantam que ousou integrar 25 alunos surdos num coro em Oeiras; Dormem mil gestos nos meus dedos para ajudar na aprendizagem da Língua Portuguesa, como forma de integrar refugiados apoiados pelo CPR (Conselho Prtuguês para os Refugiados);

Na segunda edição, a decorrer merecem relevo o Projeto Zéthoven – Plante um Músico destinado a crianças provenientes de famílias carenciadas das zonas da Covilhã, Fundão e Guarda; Fado Dançado que recupera, em bairros da região metroplitana de Lisboa, uma tradição do século XIX, com jovens provenientes dos PALOP; o projeto Tum, Tum, Tum coloca nas mãos de desempregados e de crianças e jovens em risco, de Gondomar, instrumentos musicais de percussão feitos de materiais reciclados e ainda Dormem mil cores nos meus dedos igualmente com refugiados entre os 14 e os 18 anos, na sequência de um projeto da edição anterior.

Não querendo fazer quaisquer comparações valorativas, não posso deixar de relevar e chamar a atenção para o significado que tem para a nossa terra o projeto Há festa no Campo, da primeira edição e que fomentou o sentimento de pertença das populações envelhecidas das aldeias de Juncal do Campo e Freixial do Campo, em Castelo Branco.

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Apesar do elevado número de apoios, as solicitações são muito mais. Na última edição “apenas” foram selecionados 16 das 160 candidaturas, pelo que a qualidade e adequação destas últimas é crucial para poder aceder ao financiamento. Tendo-se circunscrito às grandes áreas urbanas, nos anos anteriores, a Gulbenkian pretende estender os projetos ao interior do país. Para tal uma delegação da instituição da Avenida de Berna vai a Bragança brevemente. No próximo dia 12 de junho, entre as 10h00 e as 12h30 no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, com a colaboração, apoio e empenho do seu Diretor, Dr. Jorge Costa, será apresentada a próxima edição desta iniciativa.

As várias e boas instituições de solidariedade do distrito, as vereações com o pelouro do apoio social das Câmaras Municipais e a sociedade civil, em geral, terão tudo a ganhar se na terça, dia 12, rumarem à Rua Abílio Beça, nas imediações da Praça da Sé para escutarem e perceberem bem os objetivos e, sobretudo, a melhor forma de concorrerem a mais esta iniciativa. Independentemente dos resultados futuros, só pela apresentação com que serão brindados, já não darão o tempo por perdido.

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