EXOPOTÂMIA (Manifesto por um vale discriminado)

O Sabor não é fronteira Nem o vale da Vilariça se alcança Da Senhora da Teixeira. Para que haja boa lembrança Apresento-o, na Junqueira! Nasce em Bornes, alfandeguense Mas a Moncorvo pertence Dos Nozelos à Junqueira Na margem esquerda da ribeira. Estende-se, airoso, galhardo, singe

18 out. 2016, 09:44

O Sabor não é fronteira

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Nem o vale da Vilariça se alcança

Da Senhora da Teixeira.

Para que haja boa lembrança

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Apresento-o, na Junqueira!

Nasce em Bornes, alfandeguense

Mas a Moncorvo pertence

Dos Nozelos à Junqueira

Na margem esquerda da ribeira.

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Estende-se, airoso, galhardo, singelo

Até ao Monte Meão.

Da Adeganha recebe benção

E, beijando a mão

Da Senhora do Castelo,

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Expande-se nos Barrais.

A melhor vista é dos Estevais!

Mira’Douro em S. Gregório

E tudo mais em seu redor

Mas é a Póvoa

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Que se espelha no Sabor.

Se a noite bater à porta

Acende luzes na Horta,

E a primavera vai chegar

Quando nas encostas da Vide

A amendoeira desabrochar.

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Guarda lendas no Castedo

Da gente da Nação

Do seu duro degredo

E da fuga de Castela, ao rei cristão,

Em demanda do novo Vale do Jordão.

Nasce-lhe o sol na Cardanha

Olhando as Cabanas de Cima

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Com uma beleza tamanha

Que o aquece e ilumina.

Mas quando o dia esmorece

Aquieta-se, repousa,

Descansa e adormece

Aconchegado pela Lousa!

Feito na Junqueira a 21 de agosto em protesto por terem sido excluídas de uma reportagem da revista Passear, promovida pela Câmara de Moncorvo, grande parte do vale da Vilariça e as suas aldeia ribeirinhas, Junqueira, Nozelos, Adeganha, Estevais, Póvoa, Horta, Vide, Castedo, Cardanha, Cabanas de Cima e Lousa.

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