Encontro privado (das 9 às 10)

Tu e eu, aqui,sozinhos Sem amigos, sem vizinhos, Com a nudez deste chão Em que assenta o teu caixão. Da cátedra que foi tua, A cadeira verde e fria, Que ora observo nua Nesta hora está vazia. É hora de solidão, (de soledade, dizias), É hora de gratidão Que ressurge nestes dias. É a

07 ago. 2018, 13:41

Tu e eu, aqui,sozinhos

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Sem amigos, sem vizinhos,

Com a nudez deste chão

Em que assenta o teu caixão.

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Da cátedra que foi tua,

A cadeira verde e fria,

Que ora observo nua

Nesta hora está vazia.

É hora de solidão,

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(de soledade, dizias),

É hora de gratidão

Que ressurge nestes dias.

É a hora do tumbeiro

Que te virá sepultar,

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Se por ti passou primeiro,

É hora de eu meditar.

Porque hora de passagem,

Desta para outra vida,

Rendo minha homenagem

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Desde sempre merecida.

Mais um pouco e estaremos

No lugar p’ra onde vamos,

É a certeza que temos

Passados que são os anos.

Até logo...

Bragança, 30 de Julho de 2018.

Abílio A. Rodrigues

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