Primeira Comunhão ontem e hoje

Ter, 29/05/2018 - 15:16


Olá familiazinha!

 

Está a chegar ao fim o único mês que já vivemos. Com feriado no primeiro e último dia. Começou com o feriado do dia do trabalhador e termina com o feriado do Corpo de Deus.

Em Maio os nossos tiozinhos do mundo agrícola “têm vergado bem a mola”, mas nos últimos dias estiveram desempregados dos seus escritórios agrícolas porque não puderam tratar da papelada, pois estava molhada. Foi rega automática vinda do céu. A tia Denérida, de São Julião de Palácios, disse-nos que “depois desta chuva e de uns dias de sol a brilhar, as batatas é que vão dar um pulo”.

A vida é um conjunto de alegrias e tristezas. Foi com muito pesar que recebemos a notícia da morte do tio Duque, de Barcos ,Tabuaço, que nos deixou aos 57 anos de vida. Foi um elemento da família que há alguns anos animou muito, tinha sempre a piada certa. Que em paz descanse a sua alma e os sentimentos à família enlutada.

Na semana passada estiveram de aniversário a tia Helena Madureira, de Alfaião, Bragança, que chegou aos 101 anos e que ainda anda pelo seu pé, embora agarrada à sua bengala, a visão é que já começa a ficar gasta. O truque da sua longevidade é que sempre teve o mimo do seu filho, com quem vive. Que para o ano lhe possamos festejar os 102. Também festejaram a vida connosco, o tio Aniceto (68), de Samil-Bragança, a tia Noémia (69), de Podence- Macedo de Cavaleiros, o tio Manuel Teixeira (73), Montesinho- Bragança, o tio Gil, Lisboa (42), Coelhoso e, por fim, Leninha, rainha das rendinhas, menina especial, (48), Vilarandelo-Valpaços. Parabéns a todos e que continuem a fazer anos na nossa companhia.

Agora vamos à Primeira Comunhão.

 

João André, meu filho com 8 anos, frequenta o terceiro ano da escola Dr. Albino de Sá Vargas, juntamente com mais 10 colegas. Na igreja do Seminário Maior de São José, de Bragança, realizaram a Primeira Comunhão. Após 3 anos de preparação para comungar, realizou-se a cerimónia com a colaboração de alunos de outros anos e colaboradores da Santa Casa da Misericórdia de Bragança.

 No meu tempo, os meninos iam de fatos beje e as meninas de vestido branco, ambos com uma vela, rosário e catecismo. Actualmente, vestem-se para festas de gala, num dia de sonho para a criança realizado pela família. Após a cerimónia há sempre banquete. O do João André realizou-se no pavilhão multiusos de Caravela, com familiares, amigos e equipa de benjamins do Grupo Desportivo de Bragança, onde joga.

A propósito da primeira comunhão do meu filho, recordámos as de nossa família no passado. O tio Arnaldo Machado, de Deimãos- Valpaços, disse-nos “ fiz a minha primeira comunhão há 82 anos, tinha que andar 4 Km para ir à catequese e, no dia da cerimónia, o conhecimento religioso era rico mas  a roupa era simples e limpa, não havendo festa”. Já a tia Laura, do Regodeiro- Mirandela, contou-nos “na minha aldeia fazia-se sempre a comunhão na festa do mês de Agosto. Começava-se com 7 anos, mas tive medo do padre e só a fiz com 8 anos. A nossa farda era de cruzadas, as raparigas era uma parte para trás e outra para a frente, em modo de um avental, com uma cruz no peito outra nas costas, com uma fita na cabeça. Os rapazes, com faixa ao ombro apertada ao lado. Muitas crianças custava-lhe a aguentar, não as deixavam comer antes de comungar, que só era por volta das 15 horas, algumas crianças desmaiavam”.

A tia Neves, de Nuzedo de Baixo, Vinhais, refere recordoar “com saudade que os primeiros sapatos que calcei foi no dia da minha primeira comunhão”.

Também algumas das participações nos disseram que os pais, para os fazerem felizes, e como o dinheiro era pouco mais que nada, tinham que lhe alugar o vestido ou fato para realizarem essa festa.

 Agora a primeira comunhão é mais motivo de festa. Antigamente era, principalmente, obrigação religiosa.

Que o sacramento da eucaristia que receberam estas crianças, faça delas uns bons cristãos. Segredou-me o meu filho ser este o dia mais feliz da vida dele.