365 dias para viver e o ano todo para conviver

Qua, 03/01/2018 - 17:01


Olá familiazinha!
Já estamos a viver o ano 2018, com a particularidade de terem começado ao mesmo tempo o ano, o mês e a semana. No ano em que a Páscoa é “enganada”, pois calha dia 1 de Abril, dia das mentiras. Curioso também é o facto de o Dia dos Namorados ser na Quarta-Feira de Cinzas, dia em que não se come carne, mas há sempre a opção de uma ementa de peixe para o tradicional jantar de namorados…
Pelo quarto ano consecutivo a minha passagem de ano foi em Caravela, terra da minha esposa Leninha, com o jantar comunitário e o respectivo baile no pavilhão da casa do povo. É bom fazermos a viragem do ano na companhia daqueles que nos acompanham durante todo o ano. Embora eu seja de Bragança, já me sinto um lombardês.
Os últimos aniversariantes do ano foram o nosso Pedro Espanhol, que é o espanhol mais português da nossa família. Para mim é como um irmão e festejou os seus 52 anos. Que continue a acompanhar-nos nas viagens e nas festas, como tem feito até aqui. Também a tia Alcides, de Coelhoso (Bragança), completou 63 anos, o tio Ernesto Oliveira, de Bragança, fez 78 anos e o Henrique, de Rio Frio (Bragança), filho da tia Antónia Pastora, comemorou os seus 34 anos de idade. Que a todos eles lhe voltemos a comemorar o aniversário com muita saúde.
Estou ansioso pelo decorrer deste ano, pelas viagens que vamos realizar, sempre com o lema “vamos para fora cá dentro” e também pela curiosidade de saber onde se vai realizar o piquenicão, o magustão, o almoção e outros convívios, ainda sem lugar escolhido.
Quero também desejar a todos 365 dias a viver e o ano todo a conviver, como sempre temos tentado fazer, através do nosso programa de rádio e desta página. Mas, atenção! Sabemos que temos pela frente 365 dias de luta constante. Desejo a todos um ano com muitos mais sorrisos do que lágrimas e se estas caírem, que sejam de alegria.
Deixo-vos a tradição dos “Encamisados”, que se realiza todos os anos, nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, em Vale das Fontes (Vinhais).

A tradição da “Encamisada” na localidade de Vale das Fontes (Vinhais)
A festa de Santo Estêvão, nesta localidade, realiza-se no dia 31 de Dezembro e no primeiro dia do ano, sendo organizada por quatro mordomos.
Faz-se uma primeira ronda, quando os gaiteiros chegam, a fim de anunciarem o início da festa. De noite ocorre a encamisada. Então são usados meios de transporte mais rústicos e outros mais modernos. Os caretos, que aqui podem ser raparigas, crianças, homens casados ou solteiros, pessoas idosas, participam activamente na encamisada, sendo eles que a encabeçam. De quando em quando ouve-se um tiro que interrompe esta folia para dar lugar a um momento sagrado, no qual três pessoas, duas do sexo masculino e uma do feminino, cantam a alvorada, em honra do santo.
No primeiro dia do ano celebra-se a missa, anunciada pelos gaiteiros e para a qual os quatro mordomos se dirigem, ostentando as varas, as suas insígnias do poder. No fim da missa dirigem-se para o local em que se encontra a mesa de Santo Estêvão, onde colocam as suas varas. É quando os mordomos se encontram na mesa de Santo Estêvão que a população lhes vai dando uma ajuda (esmola) para o pagamento das despesas relacionadas com a festa. Segue-se a arrematação das varas, ou seja, a transmissão do poder. Há um jantar, no fim do dia, e uma nova encamisada.