Notícias Região

O Vinhais conseguiu apanhar o comboio das meias-finais da Taça da A. F. Bragança ao vencer o Talhas por 2-0, recuperando assim da derrota por 2-1.
A vitória do Vinhais foi conseguida com um forte espírito de equipa. Desta vez, a equipa de J. Teixeira entrou convencida que, mais minuto menos minuto, tudo estaria resolvido, o que não aconteceu.

Um bom jogo que teve início com um golo bonito: bola à linha de fundo e Luís Filipe, de cabeça, a receber junto ao segundo poste. Jogada sobre a esquerda e a eliminatória estava empatada. Mais não se poderia pedir a esta equipa de Tino Sá pregada de lesões e alguns jogos mais intranquilos.

Muitos jogos são vistos de maneira diferente e não se sabe, principalmente nesta divisão, para que lado tomba a verdade.
O Moncorvo teve três grandes iniciativas de ataque que foram frustradas pela falta de confiança ou falta de pontaria à baliza de Adriano.

Foi um excelente jogo de futebol pautado pelo equilíbrio, sem situações de golo eminente, emotivo quanto ao resultado e vencedor, correcto, jogado em velocidade, rasgado a toda a largura e cumprimento do terreno e tacticamente irrepreensível.
Os técnicos da competição travaram um excelente duelo, sorrindo a estrelinha para os locais. Boa entrada de Sócrates, que soube acreditar numa bola que todos pensaram ir ultrapassar a linha final, fazendo uma assistência de ¾ de golo.

Aos poucos, o Bragança vai caindo para lugares pouco desejáveis na 3ª divisão nacional. São muitos pontos desperdiçados em casa e assim não há alento que resista.
Ficar abaixo do 6º lugar está fora de questão e já se sabe que a luta entre as várias associações será renhida até final.

Poucos acreditariam em ver o Macedo de Cavaleiros sofrer frente ao seu vizinho Morais, mas a verdade é que a equipa de Gilberto Gomes deu tudo o que tinha para dar.
Grande dignidade numa hora em que os pontos são mais importantes, mas que à equipa de vermelho já não fazem muita falta.

Trás-os-Montes e Alto Douro é sem dúvida uma região singular, heterogénea e de claros contrastes. É uma terra de paixões, de trabalho, esforço e sacrifícios. É um Reino Maravilhoso, como nos diz Miguel Torga. E só quem cá vive ou quem nos visita atentamente nestes dias gélidos de Inverno se apercebe das profundas palavras do poeta.
No entanto apesar da extrema beleza e robustez esta região debate-se com sérios problemas de sustentabilidade. As últimas quase cinco décadas foram de profundas transformações a todos os níveis: sociais; económicas; demográficas e culturais. A herança destes cinquenta anos é muito pesada, séria e com perspectivas cinzentas para as gerações vindouras.

8
Assunto ye mui alto l que eiqui choco,
Que Ninfa daprendiu ne l grande lhago;
Iopas esso nun soubo, ou Demodoco,
Antre ls Feaces un, outro an Cartago.
Eiqui, á mie Calíope, te amboco
Ne l trabalho final, para que an pago
Me buolbas de l que scribo, i ambalde sendo
Pul gusto de screbir, que bou perdendo.

Rita tenie uito anhos. Todo mundo dezie que staba grande, que parecie ua mulhier. Eilha nun se achaba nada grande, nin tan pouco tenie gana de medrar. Nun querie andar mais debrebe que l tiempo. Anquanto fusse pequeinha podie jogar la corrida cun ls garotos, i andar a fugir agradaba-le mais do que todo, até do que comer. Parecie-le que yá nun sabie andar sin ser a fugir. Conhecie ls jogos todos, anté sabie jogos que las fidalgas de Miranda le tenien ansinado.
- « primeira
- ‹ anterior
- …
- 1949
- 1950
- 1951
- …
- seguinte ›
- última »

