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Tendas à porta do parque de campismo

Ter, 04/09/2007 - 10:34


Quem quiser montar uma tenda em Rio de Onor, concelho de Bragança, vai encontrar o parque de campismo de portas fechadas. Durante os meses de Verão, em que a aldeia é muito visitada, o equipamento esteve encerrado, o que levou alguns “amantes” da natureza a acampar junto ao rio que atravessa a aldeia, mesmo à beira da entrada do parque. Os desentendimentos entre a Câmara Municipal de Bragança (CMB), a Junta de Freguesia de Rio de Onor (JFRO) e a empresa que explora o espaço está na origem desta situação, que acaba por afastar os visitantes da aldeia, que integra a Rota da Terra Fria.

Segundo o responsável da empresa Anitudes, António Martins, o parque esteve encerrado durante o Verão devido à falta de condições. “As humidades são o principal problema. Neste momento, a porta principal não abre, estive lá e tive que entrar pelos balneários. O problema da instalação eléctrica também não foi completamente resolvido. Quando chover volta tudo à mesma”, acrescenta o responsável.
Além disso, António Martins afirma que a empresa está a ter prejuízos, uma vez que fez investimentos, nomeadamente ao nível da divulgação, e está a pagar a concessão, que é válida por mais dois anos.

Autarquia pretende rescindir o contrato de concessão com a empresa concessionária

Confrontado com esta situação, o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, afirma que o parque não foi aberto devido à “falta de vontade” da empresa concessionária, pelo que a JFRO já notificou a Anitudes da intenção de “rescindir o contrato de concessão devido a vários incumprimentos das normas estipuladas no contrato”.
O autarca acrescenta, ainda, que os defeitos de construção já foram corrigidos, realçando que a responsabilidade do parque de campismo estar encerrado é da empresa concessionária.
Na óptica de Rui Caseiro, trata-se de um parque de campismo rural que reúne todas as condições. “Se o empresário quiser melhorar o espaço pode fazer investimentos próprios, que são para benefício dele. Agora não se compreende como é que o ano passado as condições serviram e, este ano, já não são boas ”, acrescentou.
Confrontado com o facto de haver pessoas que acabam por montar as tendas nas margens do rio, Rui Caseiro reconhece que o facto do parque estar encerrado prejudica o concelho e a população da aldeia. Por isso, garante que a Câmara, em parceria com a Junta de Rio de Onor, estão a trabalhar no sentido do parque poder abrir as portas o mais rápido possível.
A rescisão com a Anitudes é o cenário mais provável e, caso venha a formalizar-se, a Junta lançará novo concurso para a concessão do espaço.