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Sonhos seculares

Ter, 06/11/2007 - 11:00


Em 1907 havia homens que sonhavam com o prolongamento da Linha do Tua até Puebla de Sanábria (Espanha). 100 anos depois, são muitos os cidadãos que sonham com uma rápida ligação rodoviária entre Bragança e a região sanabresa.

Espera-se que, desta vez, o projecto não fique no papel, como no início do século XX, mesmo que o IP ou IC que muitos idealizavam vá dar lugar à beneficiação da EN 218-3.
E já que se fala em ligações transfronteiriças, em 1873 um grupo de cidadãos portuenses ousou sonhar com a ligação Porto-Barca d´Alva-La Fregeneda-Salamanca. Se depressa o pensaram, depressa o fizeram, custeando túneis, aterros e pontes no outro lado da fronteira. Nada disso evitou que, em 1988, o Estado português encerrasse o troço Pocinho-Barca d´Alva, seguindo o exemplo do que já acontecera do outro lado da fronteira.
Vem isto a propósito do projecto de electrificação da Linha do Douro até à Régua, recentemente anunciado pelo Governo. Que esta medida não seja uma forma simpática de suprimir a circulação ferroviária entre a Régua e o Pocinho, concretizando o estudo de reestruturação da rede ferroviária que a CP guarda na gaveta desde 1984.
A olhar pela quantidade de estações encerradas ou “emparedadas” e pelos sinais de abrandamento dos comboios naquele troço de linha, cabe aos municípios tomar medidas para evitar mais cortes no mapa ferroviário.
Da Assembleia Municipal do Marco de Canaveses chega a criação de um movimento reivindicativo da reabertura da linha até Barca d´Alva, que já envolve 28 municípios. No dia 9 de Novembro, a plataforma promete sensibilizar o País para esta questão, assinalando os 120 anos da chegada do comboio a Barca d´Alva.