Ter, 13/11/2007 - 10:16
Dado que os autarcas dos restantes municípios afectados aceitam a a barragem, o edil tem uma proposta para obter ganhos turísticos. “Se for construída tenho a obrigação de ter um plano alternativo de desenvolvimento de Mirandela, de modo a minorar os prejuízos e rentabilizar o projecto”, sublinha o responsável.
Para o autarca, a barragem só terá aproveitamento turístico se for construída uma eclusa para os barcos passarem, capaz de funcionar como canal de ligação entre o rio Douro e o Tua. “Quero que o espelho de água chegue a Mirandela, pois assim as pessoas tinham um transporte fluvial entre Mirandela e o Tua”, defende o autarca.
Manuela Cunha, do partido ecologista “Os Verdes”, discorda desta alternativa, alegando que o turismo que resulta da criação de espelhos de água com a construção de barragens não trará riqueza à região. “É uma actividade que só deixa grande riqueza a empresas de Lisboa ou Porto”, sustentou Manuela Cunha.
Durante o debate concluiu-se, ainda, que a construção da barragem significará o desaparecimento de uma rota idílica de turismo que traz à região mais de 20 mil turistas por ano, agravando a desertificação da região. Além disso, implicará a destruição do património das estações e outras construções ligadas à Linha do Tua, algumas das quais verdadeiras obras de arte arquitectónica.


