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Seminário guarda o “pulmão” da cidade

Ter, 02/10/2007 - 10:16


A mata do Seminário de S. José, em Bragança, poderá vir a ser visitada pela população em geral. Mas, para que isso possa acontecer, terá que ser celebrado um protocolo entre a instituição religiosa e a entidade pública ou privada que demonstre interesse em avançar com o projecto.

Com cerca de 5 mil árvores, o terreno da antiga Quinta do Sapato é considerado um verdadeiro pulmão da cidade, que necessita de manutenção, limpeza e vigilância permanentes. Estas tarefas, contudo não podem ser asseguradas pelo Seminário, por falta de verbas, pelo que ficariam a cargo da entidade que colaborasse com a instituição. “Este espaço é tão nobre e privilegiado que achamos que devia ser aproveitado por toda a comunidade, desde que fosse feito com regras”, referiu o reitor do Seminário, Silvério Pires.
Assim, e para que os dez hectares de terreno possam ser abertos ao público, terão que ser acordadas algumas condições, como o horário de funcionamento da mata, entre outras. “Teriam que ser criadas algumas infra-estruturas, como iluminação e bancos de jardim, e assegurando a limpeza, manutenção e vigilância da mata”, explica o sacerdote, acrescentando que o Seminário não tem dinheiro para investir neste espaço. “Limitamo-nos a cortar silvas e feno para evitarmos incêndios, mas temos procurado meios para preservar este local”, assegura o reitor.
Para o responsável, a entidade mais vocacionada para acolher este projecto seria a Câmara Municipal de Bragança. “Esta é a única mata localizada dentro da cidade e é considerada o seu pulmão. Assim, aproveitava-se o espaço verde já existente e transformava-se num local que pudesse ser usufruído por todos”, sublinhou o reitor do Seminário.
Recorde-se que a mata nasceu na altura em que a diocese Bragança – Miranda adquiriu a antiga Quinta do Sapato. A parte mais arável foi reservada à agricultura, ao passo que na mais agreste, os religiosos optaram por plantar árvores. Às que já existiam, juntaram-se, em 2006, 1600 novos pés.

Empreendimento residencial vai nascer no terreno do Seminário

Uma parte do terreno do Seminário, que em tempos destinou-se à agricultura, vai ser vendida para construção de lotes residenciais. “A faixa nascente vai ser urbanizada, pelo que vamos vender o terrenos directamente a empreiteiros e imobiliárias, pois nós não estamos vocacionados para construir”, explicou Silvério Pires.
Para que o empreendimento possa avançar, basta que a autarquia autorize e viabilize o projecto.
As verbas resultantes da comercialização dos lotes serão aplicadas nos trabalhos de recuperação do Seminário já em curso. “Como não tivemos nenhuma ajuda do Governo, esse dinheiro vai ser utilizado para concluirmos estas obras tão importantes que orçam em dois milhões de euros”, informou o sacerdote.
Silvério Pires considera que as residências que vierem a nascer naquele local serão privilegiadas, dada a vista sobre a mata. “Vão ficar com um bonito pano de fundo”, assevera o responsável.