Ter, 13/11/2007 - 10:44
Em comunicado, a DRAPN recomenda aos agricultores que façam a recolha da castanha em sacos de rede, deixando de reutilizar os sacos dos adubos. O objectivo é evitar “consequências desastrosas para a região”, dado que a castanha representa uma importante fonte de rendimento. “Se os exportadores perdem os clientes, os agricultores, por arrasto, acabam por perder também”, salienta a DRAPN.
Recorde-se que a maioria da castanha transmontana é exportada para países da União Europeia (UE), que aplicam as regras comunitárias e efectuam análises regulares aos produtos agrícolas, para detecção de pesticidas, nitratos e dioxinas, entre outros. Além disso, a castanha portuguesa já conta com a concorrência de outros países produtores, como por exemplo a Itália e a Turquia.
DRAPN aconselha os agricultores a deixarem de utilizar sacos de adubo na recolha de produtos alimentares
Para garantir a qualidade da castanha transmontana no mercado, a DRAPN realça que os agricultores terão que colaborar no modo de recolha, para evitar que sejam detectados elementos perigosos.
Além da castanha, a DRAPN aconselha os agricultores a deixarem de utilizar os sacos de adubo na recolha de todos os produtos alimentares, tais como as batatas, as couves ou os nabos.
Importa realçar que os adubos utilizados nos solos não têm qualquer risco para a saúde, dado que não estão em contacto directo com os alimentos. No entanto, estudos científicos dão conta de que o excesso de nitratos é prejudicial para a saúde. Por isso, a
UE já lançou legislação para limitar a quantidade de adubos azotados utilizadas na agricultura das “zonas vulneráveis” de aplicação de nitratos, que em Trás-os-Montes são inexistentes.


