Ter, 17/07/2007 - 10:31
O grupo de crianças, naquele dia constituído por duas raparigas e cinco rapazes, está prestes a começar uma aula de Dança Clássica na Sabor Artes, em Torre de Moncorvo, sob a orientação de Marta Vieira que lecciona, ainda, Fitness.
Com cerca de 100 alunos na Dança Clássica e uma média diária de 50 no Fitness, a professora refere que o número elevado de inscritos se revelou uma surpresa, bem como a adesão masculina às aulas. “Quebrou-se o tabu e a ideia de que a dança é uma modalidade exclusiva das meninas”, sublinha.
Dentro da Sabor Artes, a responsável ensina, além das técnicas corporais, o valor dos conceitos de amizade, respeito e espírito de equipa. “As crianças gostam de sentir que têm um espaço onde se podem libertar, aprender e deixar de lado a competitividade”, realça a coordenadora.
Escola Sabor Artes revela-se como um espaço multiusos, dedicado a diversas áreas e temas
Aberta recentemente, ao lado do Cine-Teatro, escola Sabor Artes arrancou por iniciativa de Alice Brito, com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (CMTM) e a colaboração do músico Luís Portugal (ex - vocalista dos Jáfumega), docente de História naquele estabelecimento. “A criação desta escola estava prevista no programa eleitoral da autarquia, pelo que só falei com o Luís Portugal, que indicou uma equipa de bons profissionais”, explicou Alice Brito.
Com cerca de 600 formandos, distribuídos pelas aulas de Dança Clássica e de Salão, Fitness, História, Música e Canto, o número de inscritos em lista de espera não pára de crescer.
“Esta adesão é um grande motivo de orgulho para todos nós e contraria a ideia de que as pessoas do interior têm uma mentalidade fechada”, acrescentou a orientadora.
Para a “mentora” do projecto, a condição essencial para concretizar a inscrição é o gosto pela diversão e riso. “Os alunos deixam os seus problemas lá fora e têm que ter em conta que o mais importante é divertirem-se”, sublinhou a responsável.
Já para o Luís Portugal, as aulas pretendem “abrir um pouco o conhecimento das pessoas para que sejam os próprios alunos a orientar, de algum modo, o curso da aula”. O docente sublinha, ainda, que apesar do elevado número de inscrições, “as dificuldades foram ultrapassadas, uma vez que se conseguiram os espaços e monitores adequados, com gosto pelo que se faz”.
A nível musical, a Sabor Artes propôs aos formandos das aulas de coro infantil – juvenil e adulto a criação de uma orquestra de expressão popular, onde podem tocar bandolim, guitarra portuguesa e clássica, ou flautas. “As pessoas estão a aderir muito a estas iniciativas”, informou o professor de música, Paulo Serafim.
Com cerca de 300 alunos, o docente pretende “incutir-lhes a ideia de que se pode aprender música através do ouvido”.



