Ter, 06/11/2007 - 09:50
Pouco passava da 1 hora quando um automóvel se despistou por uma ravina com cerca de 20 metros de altura, tendo mergulhado nas águas da Praia Fluvial do Azibo, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Tudo aconteceu num local onde não havia barreiras de protecção lateral da via.
A notícia correu pela localidade e acabou por juntar muitos curiosos no local da tragédia, onde, ao início da manhã da passada sexta-feira, ainda eram visíveis as marcas na via.
A viatura ficou parcialmente submersa e os ocupantes ficaram presos no seu interior, acabando, ao que tudo indica, por morrer afogados e com vários traumatismos. Porém, só os resultados da autópsia poderão revelar as causas da morte dos quatro homens, com idades compreendidas entre 55 e os 61 anos.
As ocupantes da viatura acabariam por ser resgatadas por um jovem, filho de Manuel Pinto, proprietário do Mercedes envolvido na tragédia, que estranhou a demora do pai.
Abalado pelo sucedido, Filipe Pinto disse ao Jornal NORDESTE que ao chegar ao local estava tudo escuro e que o primeiro impulso foi tentar resgatar as vítimas do interior da viatura. “Ainda tirei o meu pai e outro homem do carro e tentei ajudar os outros. Tentei reanimá-los, mas já nada havia a fazer. A partir daí foram accionados todos os meios de socorro”, sustenta.
As vítimas mortais foram: Manuel Pinto, 55 anos, um conhecido empresário da restauração de Macedo de Cavaleiros; Manuel Pedro, 60 anos; António Simões, 58 anos e António Diogo, 61 anos.
26 bombeiros apoiados por oito viaturas e equipa de mergulhadores estiveram envolvidos no resgate das vítimas
Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, João Venceslau, a viatura ficou parcialmente submersa, pelo que, inicialmente, o acesso ao carro se mostrou complicado, acabando por ficar simplificada decurso das operações. Apesar de não haver certeza em relação ao tempo de permanência dos homens no interior da viatura, alguns elementos ligados à investigação e socorro dizem que não terá sido superior a meia hora, o tempo estimado desde que Manuel Pinto terá fechado o seu restaurante e se deslocou a um bar, também sua propriedade, na praia do Azibo.
Para o local do acidente foram mobilizados 26 bombeiros, apoiados por oito viaturas, uma viatura de Emergência Médica, e uma equipa de mergulhadores, auxiliados por uma embarcação.


