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Plano Rodoviário Nacional

Ter, 17/07/2007 - 10:46


Há já muitos anos que nos sentimos enganados no que concerne às ligações rodoviárias em todo o distrito de Bragança. Prometeram-nos que o IP4 estaria concluído há vinte anos e ainda hoje não está.

O IP2 também é uma promessa muito antiga e ainda nada. Enfim, somos um distrito abandonado e custa-me repetir tantas e tantas vezes o mesmo, o que só demonstra que esta região pouco ou nada tem evoluído ao nível das ligações rodoviárias.
Prometem-nos, agora, finalmente, a tão propalada Auto-estrada número 4. Esta promessa foi feita recentemente pelo Primeiro-ministro aquando da inauguração de um troço da A24, no distrito de Vila Real.
Disse ainda que o governo tem de discriminar positivamente este distrito que “ainda não tem um único quilómetro de auto-estrada”.
Aqui chegados vamos ter esperança e acreditar que em 2012 ela estará concluída.
O estudo prévio e de impacte ambiental foram apresentados na Segunda-feira, dia 9 de Julho em Bragança. E dizem-nos que 80% do actual traçado do IP4 entre Vila Real e Bragança vai ser aproveitado pela A4 e que a chegada à cidade, da auto-estrada, vai desembocar junto a São Pedro dos Sarracenos e que outras aldeias do concelho beneficiaram desse facto, por exemplo Samil.
Fomos ainda informados que todos os nós existentes neste momento no IP4 foram mantidos e que haverá, obviamente, a construção de outros novos. Ao todo serão vinte e quatro nós entre Vila Real e Bragança. Um deles pretende-se que seja em Mós para servir a futura zona industrial de Bragança.
À chegada à capital de distrito, a A4 vai contornar a cidade pelo sul, ao contrário do que acontece hoje com o IP, passando, como já referi, por São Pedro dos Sarracenos.
A auto-estrada número 4 encontrar-se-á com o actual traçado do IP4 junto às Quintas da Seara seguindo depois, em direcção a Quintanilha onde a Ponte Internacional tem apenas três faixas abertas à circulação automóvel: duas em direcção a Espanha e uma em direcção a Portugal.
Prevê-se que se possa abrir uma quarta faixa de rodagem aquando da ligação a uma auto-estrada espanhola o que só deverá acontecer em 2017, já que os nossos irmãos espanhóis estão a ser pouco lentos desta vez na execução desta autovia. Esperamos que esta A4 seja, efectivamente, uma realidade em 2012 e que saibamos transformá-la numa mais valia para toda a região.
Em relação ao pagamento das portagens julgo que se deveria tornar obrigatório o uso da via verde, ainda mais com este novo sistema que permite que os condutores nem precisem de abrandar a velocidade quando passam por elas.
Em minha opinião, todo o país deve pagar portagens, independentemente do local onde se encontrem as estradas e que se deveria estabelecer um preço fixo e igual para todo o país, o que seria, sem dúvida, mais justo para todos os utilizadores.
No entanto, temos de continuar a pugnar para que se executem os Itinerários, Principais e Complementares previstos para esta região, para verdadeiramente se desencravar este distrito e podermos todos nós, usufruir de melhores condições de vida.
Os nossos autarcas pugnam, ainda, pela ligação entre Bragança e a Puebla de Sanábria, através do prolongamento do IP2 e fazendo a sua ligação à A52 espanhola. O IP2 deverá ter perfil de auto-estrada com quatro faixas de rodagem já que nos vai ligar, também, ao sul do país, podendo chegar até Faro através da ligação às auto-estradas existentes, passando por Beja, Évora, Estremoz, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Vila Nova de Foz Côa, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Portelo e finalmente, Espanha.
Em Bragança pede-se ainda, melhores acessos ao aeródromo que se pretende transformar em aeroporto regional.
Tudo isto é fundamental para o desenvolvimento desta região e deveria ser, efectivamente, uma obra prioritária deste governo e de todos os que o antecederam, mas todos eles, até aqui, não souberam pensar este pequeno país como um todo que é preciso desenvolver de forma sustentada e equilibrada.

Marcolino Cepeda