Ter, 13/11/2007 - 10:48
Todas as localidades, grandes ou pequenas, devem, de alguma forma, homenagear os seus mais dilectos filhos ou as pessoas e os acontecimentos que mesmo não tendo acontecido na região, influenciem a história local.
Em ocasiões anteriores, em outras tribunas, sugeri vários nomes de pessoas que julgo devem ser homenageadas pela autarquia. Agrego à lista de então uma nova onde constam personalidades marcantes da nossa história recente e que muito fizeram em prol desta região: Dr. Eduardo de Carvalho, Dr. Belarmino Afonso, Dr. Fernando Subtil, António Afonso – Moagem do Loreto, Coronel Miguel Rodrigues, o antigo Director Escolar Vaz Pires, João Rodrigues da antiga Junta Autónoma de Estradas, Adriano Augusto Pires e Manuel Ferreira antigos Presidentes da Câmara Municipal de Bragança, entre tantos outros.
Sei que à Comissão de Toponímia não faltam ideias e nomes e estes são apenas mais alguns. Sugiro, ainda, que as ruas sejam devidamente identificadas com placas no princípio e no fim e se se der o caso de a rua ser muito extensa, em outros locais que se julguem adequados. Essas placas devem fazer uma breve referência à personalidade que ali conste, como por exemplo as datas de nascimento e morte e a actividade ou actividades onde mais se notabilizou.
Veja-se o caso da Praça da Sé: todos nós sabemos que o seu nome se deve à existência da antiga igreja a que nos habituámos a chamar Sé, no entanto, no futuro os nossos filhos, netos ou bisnetos confrontar-se-ão com uma outra realidade: a Sé Catedral. Não é demais fazer uma pequena referência, na placa da Praça da Sé, ao porquê do seu nome.
Nem sempre as ruas tiveram os nomes que hoje lhe conhecemos. Veja-se o caso da Rua Almirante Reis que antes era conhecida por rua dos Oleiros. Porquê não fazer referência ao antigo nome? Bragança tem muitas ruas que ainda há bem pouco tempo todos conhecíamos pelo nome antigo e que ainda usamos. Era interessante colocar o antigo nome entre parênteses na placa.
É necessário preservarmos e divulgarmos a nossa história e o nosso património. Não é demais recordarmos aos habitantes de Bragança quem são e de onde vêm e dar a conhecer a quem nos visita, a nossa história, as nossas gentes, as nossas tradições e o nosso património arquitectónico e cultural.
Já várias vezes referi que é necessário apostar naquilo que nos distingue, que nos torna únicos e não naquilo que nos homogeneíza com o resto do mundo. O que nos motiva é a diferença, o único, o típico. É nisso que devemos e temos de apostar.
Voltarei a este assunto em próximos textos.
Marcolino Cepeda


