Ter, 13/11/2007 - 10:39
Este ano, cerca de uma centena de pessoas reuniram-se no Museu de Moncorvo para recordarem os tempos de antigamente e mostrarem aos mais novos as tradições da terra. Num convívio inter-geracional, os bancos não chegaram para tantos participantes, pelo que os partidores tiveram que esperar pela sua vez.
A iniciativa contou, mais uma vez, com a participação dos idosos, responsáveis e funcionárias do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo, que foram animados por um grupo musical da terra.
Amendoeiras plantadas nos jardins do museu já deram amêndoas para a “partidela”
Segundo o encarregado do Museu do Ferro, Nelson Campos, esta edição da Pardidela foi a mais concorrida dos últimos anos, tendo reunido pessoas de todas as idades.
O responsável realça, ainda, que parte da amêndoa partida já foi colhida nas amendoeiras plantadas nos jardins do museu.
Recorde-se que a amêndoa tem um papel crucial na economia local, sendo a Amendoeira em Flor um cartaz turístico da região. Além disso, a confeitaria regional e as famosas “amêndoas cobertas” de Moncorvo também ganham peso na economia local, visto que já conquistaram o mercado regional e nacional.
Há alguns anos atrás, a “partidela” era um momento crucial no ciclo de transformação da amêndoa, constituindo um motivo de convívio entre habitantes e proporcionando, até, alguns casamentos.
No final do serão era oferecida uma merenda composta por frutos secos, pão, queijo, marmelada, bolas fritas, filhós e sardinhas albardadas, acompanhados por jeropiga, vinho fino ou licor.
Com a decadência da produção da amêndoa na Terra Quente e Douro Superior, esta tradição foi caindo em desuso, pelo que o Museu do Ferro procura reavivar a memória das pessoas, através da recriação deste momento histórico.


