Ter, 03/07/2007 - 11:04
Da série A, passaram para a 2.ª fase as equipas do Bragança e Escola Crescer, enquanto que na série B classificaram-se as formações do Vila Flor e Mirandela. Reunidos os finalistas, os confrontos adivinhavam-se renhidos e emocionantes, apesar do GDB ser o adversário mais temido por todos.
No arranque desta fase decisiva, a Escola Crescer perdeu com os vilaflorenses e o Desportivo venceu, sem transpirar, os rivais de Mirandela, que não amealharam qualquer ponto. À primeira vista, o GDB e Vila Flor pareciam ser os mais capacitados para o triunfo final.
No entanto, o desaire assentou bem nas hostes da Escola Crescer. É certo que Nuno Fernandes fez reajustes na equipa depois do mau início, nomeadamente na utilização do guarda-redes André Reis, que tinha jogado a central, mas “a forma de trabalhar foi a mesma”, garante o treinador.
O conjunto bragançano ganhou, a partir deste momento, confiança e muita determinação na conquista dos três pontos, traduzindo-se numa equipa madura e que sabia muito bem o que queria cada vez que pisava o terreno de jogo.
“Na 2.ª fase a responsabilidade dos atletas aumentou consideravelmente. Foram mais assíduos aos treinos e o grupo foi mais unido”, esclarece Nuno Fernandes. O facto das outras formações pensarem que já não eram um rival à altura para continuarem a disputar do título de Infantis também trouxe vantagens.
O factor surpresa trouxe à Escola Crescer uma arma de luxo
Assim, o factor surpresa trouxe à Escola Crescer uma arma de luxo, já que os ditos “fortes” não contavam com uma equipa tão renovada.
Nos cinco desafios que se seguiriam, os pupilos de Nuno Fernandes partiram para exibições de encher o olho, semeando clarividência em todos os terrenos e reclamando para si o estatuto de super-equipa. Por isso, a vitória foi a única palavra com entrada no dicionário da equipa.
O guardião André, como já foi referido, o genial Rui Pedro e o general João Albuquerque destacaram-se no plano individual, alicerçando a demanda da Taça dos campeões, não obstante o forte jogo colectivo da equipa, que individualizou a sua forma de entrar em campo, consoante os adversários.
Se é verdade que frente ao GDB, Nuno Fernandes fez entrar um conjunto virado para o contra-ataque, aproveitando o seu rigor defensivo com a velocidade e arte dos seus atacantes, contra o Vila Flor e Mirandela o técnico incutiu nos seus jogadores uma estratégia dominadora, subjugando os adversários à mais valia táctica e técnica dos seus jogadores.
Em suma, a motivação, versatilidade, sentido de responsabilidade, o efeito surpresa, a determinação, a maturidade e o génio dos atletas foram os grandes substantivos da “reconquista” azul e branca.
Para o futuro, Nuno Fernandes garante que o clube vai continuar a ter atletas do mesmo nível. “Nos escalões inferiores temos muito talento, o que nos pode trazer boas e saborosas vitórias, tanto em termos desportivos como em aspectos de crescimento humano”, conta o responsável.
De facto, no campeonato de escolas, apesar do GDB vencer tranquilamente, a Escola Crescer mostrou ter bons atletas, caso de “Kika”, e muita união de grupo. Dois trunfos que fizeram história no escalão de Infantis.
Para o professor Quina, presidente da Escola Crescer, “o êxito desportivo da região depende do bom entendimento dos clubes da cidade de Bragança, sendo que o ideal seria que o GDB fosse o receptor dos jogadores, o Mãe D’ Água recebesse todos os atletas que vêem no futebol uma forma de divertimento”. “Nós ficaríamos, apenas, com a formação ao nível da Escola, com o futebol de 7 sempre à frente”, explica o dirigente.
Escola Crescer
André
Guilherme
António Coelho
João Pedro
Luís Morais
Luís Vale
Tiago Padrão
José Eduardo
Rui Pedro
João Albuquerque
Fernando Alves
Carlos Silva
Treinador – Nuno Pereira



