Ter, 28/08/2007 - 10:18
Em Mirandela, há o registo da queda de chapas metálicas que acabaram por danificar alguns automóveis que se encontravam estacionados nas artérias do centro da cidade.
Tempestade muito forte com trovoada, vento, chuva e granizo surpreendeu os mirandelenses e deixou um rasto de destruição em habitações, candeeiros de iluminação pública e lojas comerciais, além de arrasar culturas em todo o concelho.
No parque de campismo, tendas danificadas e viaturas eram a imagem da destruição e do furor da tempestade.
Neste cenário, os bombeiros foram chamados a reactivar a circulação nas artérias da cidade, completamente inundadas, desentupindo as grelhas de saneamento e sarjetas.
No concelho de Vila Flor, nas localidades de Arco, Samões e Seixo de Manhoses, algumas culturas ficaram destruídas e automóveis danificados devido ao tamanho das pedras de granizo. Aí, cerca de 75 por cento da produção das vinhas poderá estar seriamente afectada, dado o avançado estado de maturação das uvas.
Já em Paradela, uma aldeia raiana do concelho de Miranda do Douro, o cenário era de destruição, uma vez que as culturas agrícolas da época, como melões, tomateiros, alfaces e outros frutos estavam todos picados. Além dos estragos nas colheitas, foi possível observar um número significativo de viaturas com vidros partidos e chapa amassada.
Pedras de granizo danificaram automóveis, candeeiros e culturas agrícolas
“De repente, começaram a cair grandes pedras de granizo e, em pouco mais de 15 minutos, as culturas e automóveis ficaram danificados. Uma pessoa teve, mesmo, que receber tratamento hospitalar pois ficou ferido na cabeça com as pedras”, relatou Artur Gomes, residente em Paradela.
Iria de Fátima, outra habitante, conta que apanhou pedras “cerca de 45 minutos depois de caírem e eram do tamanho de ovos de galinha”, garantiu a popular.
Alguns moradores espelhavam a desolação ao verem os seus bens e culturas ficarem destruídos. “Fiquei com o meu carro todo picado e tenho prejuízos avultados”, contou Ivone Rodrigues.
Chaves e Valpaços foram dois dos concelhos do distrito de Vila Real mais atingidos, em especial o segundo, onde se verificaram os principais prejuízos.
Francisco Pinto/Fernando Cordeiro



