class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-166619 node-type-noticia">

            

Maçores homenageia “lutador pela liberdade”

Ter, 17/07/2007 - 10:26


A aldeia de Maçores, no concelho de Torre de Moncorvo, homenageou o “filho da terra” José Augusto Gouveia. A colocação de uma placa com o seu nome na fachada da Casa da Freguesia foi a forma encontrada pelos conterrâneos para prestarem tributo a um homem que lutou sempre, contra tudo e contra todos, pelos seus ideais democráticos.

A homenagem foi proposta por Carlos d`Abreu, natural de Maçores, e aceite pela Assembleia de Freguesia, como forma de recordarem o homem “lutador pela Liberdade e pela Democracia”.
O nome deste maçorano, que perdeu a vida em 1993, já foi dado a três ruas ( uma das quais em Torre de Moncorvo) a uma praceta e a um complexo desportivo. A última homenagem foi-lhe prestada, agora, na sua aldeia natal.
No dia da cerimónia, António Gouveia recordou garra do irmão e a sua determinação na luta pela democracia. Como consequência das acções contra a ditadura, este transmontano foi preso, várias vezes, mas nunca desistiu dos seus ideais. O irmão acredita, mesmo, que na última detenção, em 1973, a intenção era “acabarem com ele”, dada a tortura física e psicológica a que foi sujeito pela PIDE.

Transmontano foi torturado devido ao seu papel activo na luta contra a ditadura

José Augusto Gouveia chegou mesmo a ser “depositado” no Hospital Psiquiátrico
Miguel Bombarda, em Lisboa, sem que a sua família soubesse do seu paradeiro.
O 25 de Abril aconteceu como um milagre para este transmontano, que conseguiu recuperar “a saúde e a razão”. Na construção da nova sociedade, José Augusto Gouveia voltou a ter um papel importante na qualidade de presidente da Câmara Municipal de Loures.
Hoje, Maçores guarda as memórias de um homem que partiu com tenra idade, mas que sempre glorificou a sua terra, não baixando os braços às dificuldades e obstáculos que encontrou pela frente.
Entre as homenagens destacam-se, ainda, a publicação de um livro sobre a sua vida, bem como a alta condecoração da Ordem da Liberdade, que lhe foi atribuída pelo Estado português.