Ter, 23/10/2007 - 10:07
A criação da cooperativa está ligada à iniciativa “Mudar as Práticas” da Rede Social/Conselho Local de Acção Social de Macedo de Cavaleiros. Em 2005 foram desenvolvidas acções junto dos produtores de castanha para preservar os soutos e potenciar a produção de castanha. Estas acções incidiram nas freguesias de Corujas, Lamas e Podence, locais onde a produção de castanha é o principal rendimento dos agricultores.
Segundo o técnico da autarquia que tem acompanhado o processo, Paulo Silva, depois das acções verificavam-se algumas mudanças positivas nas práticas de cultivo da castanha, como as lavouras ou mobilizações dos solos, que passaram a ser realizadas em menor número.
De acordo com o responsável, nesta fase os agricultores não se mostraram muito motivados, uma situação que se alterou com o apoio na comercialização. A mudança foi protagonizada por um grupo de 25 agricultores, que decidiu estabelecer um conjunto de regras, reunir a sua produção e comercializar a castanha de Macedo de Cavaleiros. Isto aconteceu no ano passado, altura em foram reunidas mais de 80 toneladas de castanha e foi escoada a totalidade da produção.
31 produtores associaram-se à Cooperativa para escoarem a castanha colhida este ano
A castanha foi calibrada, dividida em lotes e vendida por um preço que, segundo os técnicos da cooperativa, constituiu uma mais valia, tanto para produtores como para os comerciantes.
Tendo por base o sucesso da campanha do ano passado, a cooperativa foi formalizada. O processo, contudo, parece não ter agradado a todos os produtores, já que dos 25 produtores que se associaram em 2006 nem todos aderiram à iniciativa em 2007. No entanto, este ano, a cooperativa conta com 31 produtores de castanha.
A cooperativa, que conta com o apoio técnico da autarquia macedense, obriga os associados a cumprir à risca as indicações técnicas para o cultivo dos soutos.
Na fase inicial a cooperativa irá dedicar-se exclusivamente à produção e comercialização da castanha, mas, no futuro, poderá estender a sua acção a outros produtos que não sejam aceites por outras cooperativas. Além disso, a actividade da cooperativa também se pode estender à transformação da castanha, nomeadamente produção de farinhas, compotas ou congelação, um passo que só será possível com a instalação de uma unidade industrial.


