class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-166837 node-type-noticia">

            

Luz verde no Baixo Sabor

Ter, 04/09/2007 - 10:19


O concurso público para a construção da barragem do Baixo Sabor será lançado ainda durante a semana, sendo que a adjudicação da empreitada deverá ocorrer até ao final do primeiro semestre de 2008. A albufeira, que vai custar cerca de 354 milhões de euros, irá produzir 250 gigawtts por ano, sendo que a potência instalada será de 170 megawatts. O anúncio foi feito, na passada sexta – feira, em Torre de Moncorvo, pelo presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, durante a cerimónia pública da apresentação do empreendimento.

A sessão aconteceu dois dias depois da Comissão Europeia ter arquivado uma queixa apresentada pela Plataforma Sabor Livre contra a construção da barragem. O aproveitamento hidroeléctrico, contudo, foi considerado pelo Governo como um “fundamental para cumprir os objectivos nacionais no que diz respeito à produção de energia a partir de fontes renováveis”.
O primeiro-ministro, José Sócrates, que presidiu à cerimónia oficial apontou a barragem do Baixo Sabor como “um projecto com características únicas para o País”, sendo a sua construção “a decisão política mais simbólica nesta matéria”.

Barragem do Baixo Sabor vai permitir aumentar para 45 por cento a produção de energias renováveis

O chefe do Governo lembrou que o empreendimento permitirá reduzir a dependência energética do País, fazendo com que, até 2010, cerca de 45 por cento da electricidade tenha origem em fontes renováveis.
“Portugal não tem petróleo, mas tem água e vento”, referiu José Sócrates para justificar a prioridade dada pelo seu Governo a projectos desta natureza.
Além da produção de energia, a barragem do Baixo Sabor visa criar uma reserva de água de cerca de 450 milhões de metros cúbicos.
Um dos rostos mais visíveis na luta a favor da construção da barragem, que começou a ganhar outra dimensão nos últimos dez anos, é o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, que quer ver garantidos os direitos dos agricultores. “Apesar da construção da barragem ser importante para a região, os agricultores terão de ser compensados pela perda de terras que serão inundadas. O lucro de uns não se pode traduzir no prejuízo de outros”, alerta o autarca.
Por outro lado, uma das ambições da Associação de Municípios de Baixo Sabor é a criação de um parque de lazer idêntico ao da albufeira do Azibo, no concelho de Macedo de Cavaleiros, tendo em vista a dinamização turística da região.
Esta medida foi defendida, desde cedo, por Aires Ferreira, que já defende a criação de um circuito de natureza que ligue o Azibo, Parque Natural do Douro Internacional e Vale do Côa, com proliferação para norte para a área de Montesinho.
Recorde-se que, durante a construção da infra-estrutura, serão criados cerca de mil de postos de trabalho.