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Loteamento de Vila Flor continua deserto

Ter, 30/10/2007 - 11:40


O loteamento da Quinta dos Lagares, em Vila Flor, ainda não viu nascer a primeira casa, apesar de estar concluído há cerca de três anos. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Flor (CMVF), Artur Pimentel, já foram vendidos 18 dos 44 lotes postos a leilão, mas a construção depende, agora, dos proprietários dos terrenos. “A autarquia investiu cerca de 1,5 milhões de euros na criação do loteamento, que está dotado de iluminação, saneamento, passeios e acessos alcatroados”, salienta o edil.

Apesar da Quinta dos Lagares reunir todas as condições desde 2004, a venda dos terrenos só arrancou no passado mês de Agosto, após a CMVF ter resolvido todos os problemas burocráticos relacionados com a legalização do loteamento. “Nesta primeira fase foram a leilão 44 lotes, 18 dos quais foram vendidos”, acrescentou Artur Pimentel.
A urbanização, com cerca de sete hectares e capacidade para 145 habitações, destina-se à construção de casas em banda, geminadas, isoladas e prédios com baixos comerciais.
Nesta primeira fase, o edil afirma que os lotes para a construção de prédios ainda não estão à venda, visto que estes terrenos são para alienar a longo prazo. “O projecto foi criado a pensar no futuro”, sustenta.

No futuro, a urbanização vai contar, ainda, com um parque infantil e um terminal de transportes públicos

Para já, as parcelas foram adquiridas por pessoas do concelho, algumas delas emigrantes que querem regressar à sua terra natal.
O edil salienta, ainda, que o preço dos terrenos é mais baixo do que os valores praticados no mercado, mas reconhece que, mesmo assim, é complicado conseguir fixar pessoas.
Quem optar por construir uma casa na Quinta dos Lagares pode adquirir lotes desde 10 mil euros, um valor que vai aumentando consoante a área do terreno.
Artur Pimentel garante que o empreendimento é fundamental para a vila, uma vez que veio colmatar a carência de locais para construção, contribuindo para a expansão da localidade.
“O nosso objectivo foi criar condições para que os jovens e outras pessoas interessadas em viver em Vila Flor pudessem construir as suas casas. Na altura, estávamos perante a falta de iniciativa privada, pelo que a autarquia decidiu avançar com o investimento”, realçou o edil.
A par das habitações, a urbanização poderá contar, ainda, com um parque infantil, um terminal de transportes públicos e diversos arranjos urbanísticos.