Ter, 26/06/2007 - 10:27
Depois de uma breve passagem pela sala de exposições, Alexandre Parafita cativou os presentes com uma lição de literatura e de vida. Maria Clara Afonso, coordenadora da escola, explica que a presença do escritor deve-se à vontade dos alunos conhecerem o mentor das estórias aprendidas nas aulas. “Durante o ano, os nossos alunos realizaram diversos trabalhos, tendo por base alguns livros de Alexandre Parafita”, conta a coordenadora.
Por seu turno, o escritor justifica a vinda a Bragança pelo seu amor ao ensino primário, pois foi professor do ensino básico, e pela necessidade de conviver com as crianças. “Sempre que me convidam para vir a uma escola nunca recuso, pois hoje em dia o escritor de literatura infanto-juvenil tem que estar o mais próximo possível do seu público”, conta o autor. “ Para escrever para crianças”, acrescenta, “é preciso conhecer as suas birras, como sorri, brinca e faz maldades”. Além disso, Parafita reconhece que, quando os mais jovens conhecem fisicamente um escritor, “ficam mais motivados para continuarem a ler, para descobrirem novas obras do autor e apaixonarem-se cada vez mais pelo universo da literatura infantil”.
Durante quase duas horas, o escritor desvendou todo o processo da sua criação literária e o amor à sua região, não esquecendo as dificuldades que o acompanharam ao longo da vida. Num tom pedagógico e moralista, respondeu a diversificadas questões dos alunos, que procuravam conhecer melhor o homem que está por detrás das histórias de “Vou Morar no Arco – Íris”, “Branca Flor, o Príncipe e o Demónio”, “As Três Touquinhas Brancas”, entre outras.
Depois, o escritor passou para a sessão de autógrafos, onde cada aluno pôde conviver “de perto” com o convidado.
A escola do Loreto foi mais um ponto de passagem do autor, que tem percorrido vários estabelecimentos de ensino por todo o País.
Alunos, pais, amigos e toda a comunidade educativa lotaram o estabelecimento de ensino com boa disposição e reconhecimento de mais um bom ano escolar.



